Ovelhas Incandescentes

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O conto da caixa.

Para o meu amado sobrinho Miguel, que ouviu a história primeiro. Ele até presenciou a batalha, mas, talvez, fosse muito pequeno para se lembrar. =]

Lindas e encantadoras, as caixas podem ser mais do que se espera delas.

Era uma vez, uma caixa. Mas não, qualquer caixa. Essa era: A caixa malvada. E andava pelo mundo, fazendo malvadezas com quem pudesse.

Um dia se enfiou em uma casa, em busca de mais malvadezas, e decidiu se esconder no armário.
Sua mentalidade maligna era tanta, que resolveu passar o tempo que fosse preciso, adormecida no armário, esperando o momento certo de agir. Aquele que seria o momento mais importante de sua vida, porque nunca, ninguém, jamais o esqueceria.

E foi com este malévolo pensamento, que lá no armário, ela ficou.
Não importa por quanto tempo ela dormiu, mas eu, que presenciei o fato, que estive lá e sobrevivi para contar a história, posso afirmar que ela ficou lá por muito tempo.
Tempo suficiente para ser esquecida. Afinal, quem se lembraria de uma reles caixa de telefone? Quem poderia imaginar que uma reles caixa de telefone fosse capaz de tão ardiloso plano?
Como seria possível que uma caixa... sim, uma caixa, que se infiltrou entre outras tantas milhares de caixas de telefone, com um propósito específico e completamente diferente do que se espera de uma caixa de telefone... uma caixa de telefone espera alguma coisa? Essa esperava. Só o momento certo de atacar.

Não sei, não me perguntem mais sobre ela, porque dela, eu não sei. Só sei o que vi e o que vi foi horrível. Como pôde... uma caixa.

Então, de manhã, no primeiro dia do verão, minha mãe foi tomar café e resolveu fazer um lanche naquele negócio de fazer lanches com pão de forma, que eu nunca sei o nome, mas chamo de tostequeira.
Arrumou o pão, presunto e na falta de queijo, foi requeijão, mesmo. Ligou o fogo baixo e lá ficou ele.
Foi então que se lembrou de guardar o feijão. Levou-o até o armário do canto, que fica logo na entrada... e foi aí que aconteceu.

A caixa caiu se jogou em cima dela, em um ataque feroz. Minha mãe pegou a caixa e colocou na prateleira dominou-a com facilidade, apesar do ataque surpresa, empurrando-a de volta para a escuridão.
Novamente, ela caiu ela saltou, em um ataque de fúria, para cima de minha mãe.
Me lembro de ter falado: "Mãe, seu lanche 'tá cheirando".
Mas nesse momento, minha mãe já nem se lembrava mais que tinha um lanche no fogo. Travara uma batalha terrível, com aquela que era mais do que uma caixa.
O cheiro de "coisa no fogo" foi mudando lenta e ao mesmo tempo, rapidamente para um cheiro de "coisa queimando".
Minha mãe conseguiu ou pensou que tivesse conseguido colocar a caixa na prateleira de novo vencer a caixa, mas ela caiu de novo atacou minha mãe com uma violência jamais vista (para uma caixa?).
Finalmente, mamãe arrumou um lugar para guardar aquela porcaria venceu e a mandou para o breu de onde nunca deveria ter saído, exceto para o lixo.
Mas, tarde demais. A fumaça subia... o cheiro se alastrava... seu lanche já tinha perecido na tostequeira.
Só restou a minha mãe, xingar a caixa do telefone, que estava na hora errada, no lugar errado e culpar violentamente a caixa, que a fez perder seu lanche, hahaha lamentar como pode haver tanta perversidade no mundo das caixas. Sim, porque aquela caixa fez de propósito. Ela caiu de propósito, para distrair minha mãe e fazê-la esquecer que tinha um lanche no fogo.

É por isso que eu digo, crianças: Não se engane, não se deixe levar pelas aparências (das caixas?). Não deixe que uma caixa estrague o café da manhã de vocês.

7 comentários:

  1. Suas narrativas são muito boas Regiane ! Elas sempre terminam com um gostinho de "o que vai acontecer ?" kkk...

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  2. hahaha!
    Só vc mesmo para "apalavrar" a vida deste jeito!
    Para 2010 te desejo ainda MAIS criatividade...
    Se bem que não acredito que seja possível :)
    Beijos

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  3. :) Ai Regiane...
    Vc eh d+ !!!
    Mais uma vez... Adorei !!!
    Bjjus# ;)

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  4. Caraca, onde fica o botão das palmas??? Num tem, né?! Então vou fazer a mesma coisa que você fez com esse texto, personificar a bagaça:

    clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap...

    PUTA MERDA, PARABÉNS!!!

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  5. HAHAHAHA' Eu, particularmente, ri muito!
    Qualquer dia desses ainda planejo um megaplano pra roubar a sua criatividade, Ok'z?!
    Parabéns!
    Adoreei! (Uma vez mais)

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  6. HAHAHAHAHAAHAH' Eu ainda rio muuuito com esse texto!
    É muito criativo!

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