Ovelhas Incandescentes

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Parou, olhou e pensou: "Boa Sorte". E seguiu andando...


Parou, olhou e pensou: "Boa sorte!"

- Boa sorte para quem, gata? Por que desejar boa sorte para os outros se quem está precisando de sorte aqui é você?
- "Ok, consciência querida".

Seguiu andando, olhou para o outro lado da rua... aquele casal, eu conheço... claro... um ex-namorado, agora casado, logo devem vir os filhos. Que bom!
Sempre gostou dele, como namorado ou não... e pensou:

- "Pra esse, eu me arrependo de não ter dado".
- Passa pensamento feio, bate na cabeça 3 vezes e nunca mais pense nisso. Sua fase vadia ruim já passou.

Continuou andando, desceu a rua do sacolão, virou à direita... ali... era... nossa, foi o primeiro namorado.

- "Para esse, eu não me arrependo. Não que ele não seja uma pessoa legal, ele era... o beijo dele é que não era tão legal".
- Prossiga, gata.

Sobe a rua da padaria, passa na frente do banco...

- "Esse era legal... mas nada pra lembrar dele".

Vira na avenida do Banco do Brasil...

- "Ele era legal, nada para lembrar, também, exceto que ele desceu a rua, batendo na porta de todos os apartamentos do primeiro andar, de todos os prédios que tinham pelo caminho até chegar na Barão. É, poderia ter rolado alguma coisa, mas nada que eu me arrependa de não ter feito".

A rua da Pirelli...

- "Não, melhor nem lembrar de nada que tenha acontecido ali. Não que não tenha sido legal, altos momentos ali, mas deixa pra lá".
- Ok, passou, tá passado! Vambora.

Pega o metrô e desce no carrão, ônibus Jd. Rodolfo... chega, tá bom.

- "Aquele lá? Tanto cara melhor, foi pegar aquele? Tudo bem, como a Karina dizia: O que vier é lucro! Que baixaria!"

Tudo bem, viu, gostou, quis dar uns beijos... legal... mas tão idiota!

- "Fora o fato da sala inteira (de cinco pessoas, sendo duas, meus amigos), ter me chamado de... do quê, mesmo? Enfim, me chamaram de alguma coisa, segundo ele. Mas sem problemas, desde quando homem que difama mulher tem algum crédito? Fiquei tão preocupada que no dia seguinte tava com o... ah, sim... esse era muito bacana. Rápido demais, mas foi bom enquanto durou, literalmente. Depois teve o... muito legal e o... muito legal, também. Esses eu guardo comigo".
- Vambora, volta pra cá, saudades de todos por lá.
- "Mas eu espero que um dia a gente se encontre de novo. Todo mundo (todo mundo que é amigo, lógico, a voz de taquara rachando a outra lá não faz parte do nosso grupo".

Volta para a barão, passa na escola e...

- "A escola?"
- É, a escola. Foi bom, né?
- "Ah, foi. Medos, anseios, alegrias, frustrações, lágrimas... mas foi tudo muito bom. Tudo é bom depois que passa. Quer dizer, muita coisa que é ruim na hora, fica bom depois que passa. E você lembra e morre de rir. Eu tremia tanto quando achei que fosse dar o meu primeiro beijo, no fim, não foi nada do que eu pensava".
- Por quê? Foi só um beijo, né?
- "Não, porque eu pensei que fosse com uma pessoa, em um lugar, em uma hora e não foi nada disso, foi com outro, em outro lugar, em outra hora e foi uma coisa fofa... mesmo que não tenha sido um beijo que eu gostasse. Mas foi fofo, como foi fofa toda a minha relação com ele".
- E o que mais aconteceu na escola?
- "Ah... talvez os melhores e piores momentos da minha vida, quando você acha que o mundo conspira contra você e depois que passa, você vê como tudo o que passou foi maravilhoso. As provas, as recuperações, a maldita lista com o nome de quem passou e quem repetiu, aquele sinal infernal, as paquerinhas sem compromisso e muito menos, futuro. E a gente era a sensação da escola. Eu e o... amigo, a gente sempre deu nossos beijos, sabendo que no fundo era só isso, mesmo. E todo mundo achava que a gente tinha alguma coisa, nada, a gente nunca teve nada. A gente só foi ficar, mesmo, um tempão depois e mais para não falar que a gente nunca tinha ficado, do que qualquer outra coisa. Porque a gente era só isso, amigos.Amigos que se beijam de vez em quando e ponto".
- Que mais, gata? Agora eu gostei.
- "Ah, várias dessas, situações em que você acha que está arrasando porque o cara está olhando para você, mas na verdade ele está olhando para menina atrás de você. E aquela vez em que o outro achou que eu gostava dele. Ficou eu e o Nelson tentando descobrir quem era a menina da nossa sala que gostava desse fulano, porque ele tinha falado para o Nelson que alguém da nossa sala gostava dele. Eu poderia até ter apanhado porque a... sei lá o que a menina era dele, mas ela só faltava cuspir fogo quando me via, coitada, mal sabia ela que a gente poderia ter sido... cunhadas".
- Não, peraí. Mal sabia ela, o quê? Como assim, cunhadas? Conta isso aí direito, quero ouvir desde o começo.
- "Tá bom, eu adoro contar essa história, mesmo. Pena que a Marcia não esteja aqui para ir comentando a história".

Continua...

3 comentários:

  1. Obrigado pelo "incrível" Regiane... kkk...

    Seu Blog é muito original, principalmente o título !

    :)

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  2. Olha. sacadas maneirissimas.
    Vou voltar.
    Louco como vim parar aqui, kkk.
    Quero ver a continuação...
    Beijos.

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