Ovelhas Incandescentes

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

E o mercado cresce...

- 1 kg de silicone, por favor?
- Com ou sem seringa para injetar?
- Sem, vou beber, assim faz efeito mais rápido.
- Vai pagar com cartão ou dinheiro?
- Permuta, darei meu bom senso e o restante dos meus neurônios.

Exagero? Nada, filho. Isso é uma prévia da situação atual, futura e sabe-se lá até onde vai.
Ah tá, no caixão, vamos todos parar no caixão porque todos vão morrer, um dia.

Mas tem quem prefira ficar bonito(a) para os outros do que para o próprio espelho, ou melhor, até é para o próprio espelho, mas o próprio espelho é uma espécie de “espelho da branca de neve ao contrário”.
Em vez de dar conselhos, ele recebe conselhos, que vem mais como uma ordem do que qualquer outra coisa, porque ele aceita e acata de imediato.

Não dá para ser bonito(a) e ter bom senso também?
Não, não dá. Bom senso não gera receita (opa, boa essa palavra, hein?!).
Inteligência não dá resultados bons, precisamos mesmo é de uma boa dose de burrice, babaquice e futilidade.

Tem quem prefira morrer do que perder a vida.
Eu prefiro morrer do que ser morta pela futilidade opcional, pela burrice opcional.

Não sirvo para ser “famosa”, big brother, big sister ou qualquer outro grande parentesco que o valha.
Entre ver a vida dos outros e a minha, prefiro a minha.
É ela que eu vivo e que me dá dinheiro (sim, precisamos dele, isso é perfeitamente compreensível).

Entre querer ser outra pessoa e querer ser eu, eu me prefiro, já que todo mundo caga, peida, passa mal e a terra vai comer mesmo (sim, são palavrinhas feias, eu não costumo falar, mas também não falo sempre, mas... convenhamos, é verdade).
Além do mais, é mais fácil ser eu mesma.
Bom... fácil não é, mas eu sei ser eu mesma melhor do que sei ser os outros.

Quem está namorando quem? Quem está pegando quem?
Obrigada, de vida pessoal, interesses e fofocas, já bastam as minhas.
Sem informações adicionais, por favor.
Fazer meu próprio serviço de “paparazzi” já dá muito trabalho.

O que as pessoas vão pensar quando lerem este post?
Ah sim, elas dirão:

- "Credo, que coisa mais sem graça, não fala de nada e nem de ninguém, nem sequer fala quem é a pessoa mais bem paga do mundo. Vamos ver TV".

- "Livros? Para quê? Vamos ver o filme, é mais fácil".

Tudo bem, corram, queridos.

Queimem o resto de neurônios que lhes restam.

Todos temos o livre arbítrio para nos matar como quisermos.

A raça humana já acabou.

Vamos ver TV, ponha no Big Brother, por favor.

Ainda existem homens e mulheres, mas os animais racionais, hoje, estão em extinção.

Dizem que uma praga chamada “IFC” atingiu a raça humana.

Começa com um simples surto de “babaquice”, chegando ao estágio avançado do “IFC” (imbecialização-fútil-crônica).

Quem conseguiu sobreviver (sim, há casos de pessoas atingidas que foram curadas), vivem em colônias escondidas, às vezes isoladas, temendo uma nova contaminação.

Todo cuidado é pouco.

5 comentários:

  1. IFC, vou adotar esta sigla, para algumas coisinhas....

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  2. É bem aquela letra dos Titãs:
    " Desde os primórdios até hoje em dia homem ainda faz o que o macaco fazia
    Eu não trabalha eu não sabia que o homem criava e também destruia
    Homem primata, capitalismo selvagem"

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  3. Pois é, e a maioria está se perdendo na selva de pedra.

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