Ovelhas Incandescentes

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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Tirando as pessoas, nada contra a humanidade!

Essa é uma imagem que tem rodado no facebook.
Não sei se é verdade, se é uma piada, mas eu não duvido que seja verdade, já que já ouvi muitas opiniões similares.

A presidente é um desastre, o partido é um desastre, o governo, o estado, os dirigentes, o país é um total desastre.

A população é santa. Todos cumprem seus deveres que é uma beleza. Todos cuidam muito bem de seus filhos e exigem uma vida melhor, um governo mais justo, uma educação decente.

As pessoas exigem seus direitos, mas e seus deveres? São cumpridos?
O que essa mãe pensa da vida?

A educação vem de casa, isso é um dever do pai e da mãe.
Cabe aos pais educarem seus filhos, ensinarem o que é certo e o que é errado.

A escola vai alfabetizar, mas não é trabalho dela "educar", não da forma como essa pessoa está pensando (se é que é uma mãe).

As pessoas se acham muito certas em exigir que o mundo se mova para atender seus direitos, mas está se lixando em cumprir seus deveres.
Não adianta exigir que o país invista em educação se o ser humano não faz nem o próprio trabalho.

O trabalho da escola, o investimento em educação, vai por água abaixo enquanto pai e mãe não cumprirem sua obrigação de criar e educar seus filhos.
Nenhum país pode evoluir enquanto sua população não evoluir junto.

E volta no problema inicial, que é quem?

O ser humano!

Enquanto o ser humano não cumprir suas obrigações, não fizer sua parte, não tiver noção de que tem deveres que devem ser cumpridos, não há governo, presidente, estado, país que resista.

E como eu digo:

"Tirando as pessoas, nada contra a humanidade!"

Incandesçam!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Verdades sobre terminar um relacionamento (conversa #dazamiga)

"Eu disse que coragem nunca foi o forte dele.
E ela disse que coragem não é o forte de nenhum homem.
E eu tive que concordar."

Não que meu blog vá virar um "Querida Regiane", mas as últimas conversas com #azamiga têm rendido boas reflexões e novas opiniões.
De forma que um blog serve para isso, cabe postar aqui essas reflexões/opiniões.

Terminar um relacionamento não é fácil. 
Na verdade, é uma das coisas mais difíceis a se fazer, porque é o momento que você finaliza tudo o que você viveu, pega tudo, coloca numa caixa e manda para o depósito das coisas esquecidas. 
Fecha a porta e nunca mais volta.
É pegar tudo o que você viveu até ali e jogar no lixo. 

"Ah, não é bem assim", é assim, sim!
Você está jogando no lixo, sim, está esquecendo tudo, tudo aquilo não tem mais importância nem sentido, nem nada.
E dizer tchau para tudo o que se viveu, não importa quanto tempo durou, é uma coisa muito difícil.

Mas pior do que terminar um relacionamento é não ter coragem para isso.
Ficar enrolando na esperança de que a outra pessoa termine, tentar dar motivos para que a outra pessoa termine ou, pior ainda, tentar dar motivos para que a outra pessoa te dê um motivo para você terminar porque você é um cuzão (lamento, mas na maioria das vezes são os homens que não têm coragem suficiente para isso) que não tem coragem de terminar um relacionamento e fica esperando a melhor hora... só que a melhor hora não existe.

No começo isso pode até parecer fofo. Você acha que o cara está preocupado com você, que não quer te magoar, que quer manter uma amizade, etc.

Mentira!
Só parece bonitinho, mas o que parece bonitinho vira uma puta duma sacanagem, uma puta duma falta de respeito.
Porque é sacanagem e falta de respeito, sim, ficar pagando de bonzinho (e falsinho), quando na verdade não se tem é coragem de tomar uma atitude.
Sacanagem, falta de respeito e uma boa dose de cuzão do caralho ficar jogando para a outra pessoa uma decisão e responsabilidade que pertencem a quem quer terminar o relacionamento.

O que ele quer, mesmo, não é te preservar ou te respeitar. 
O que ele quer, mesmo, é sair bonito na foto e não queimar o filme dele.

Por pior que seja, por pior que pareça, o melhor é sempre falar (e fazer) a verdade.
Vai doer? Claro!
Você pode ter certeza absoluta que não gosta mais e que quer terminar, ainda assim, vai doer muito.

A verdade dói, mas a mentira faz um estrago muito maior, porque faz tudo parecer mentira também (sabe-se lá quantas mais ele não contou).

Então, se você percebeu que o relacionamento acabou, pare de ser covarde e pare de tentar jogar para a outra pessoa uma responsabilidade que é sua.
Pare de ser cuzão, vai lá e termina de uma vez.
Não fique tentando fazer a outra pessoa terminar nem espere dela um motivo para você terminar com ela (que é o que muitos esperam, que a garota dê um motivo para ele poder terminar sem peso na consciência e saindo bonito na foto, #PauNoCu).
Até porque motivo você já tem, só não tem coragem de assumir e fazer o que tem que fazer (porque você é covarde e cuzão, #ProntoFalei).

Incandesçam!

domingo, 17 de maio de 2015

Eu li "O Aleph"

O Aleph
Paulo Coelho
Editora Sextante

Novamente, Paulo (sim, ele mesmo) está às voltas com sua lenda pessoal (todos nós temos uma, nossa própria lenda pessoal).
Ele tem que evoluir, ele está infeliz, ele tem que encontrar... alguma coisa que ele ainda não sabe.
Ele tem que ir aonde nenhum homem jamais esteve para um lugar que ele ainda não sabe.

Entre uma viagem profissional e outra, ele decide realizar o sonho (é o que ele diz) de atravessar a Rússia de trem... e assim ele fecha sua agenda com dois meses de viagens, já que à medida em que ouvia a pergunta "Quando visitará nosso país?", já aceitava como um convite (e sua agente, Mônica, que se virasse), então... seja lá onde for que ele tivesse que ir... que estivesse nesse roteiro.

E Paulo segue viagem, assinando livros, apertando mãos, tirando fotos... até surgir uma maluca leitora um tanto quanto incomum, que insiste em acompanhá-lo na viagem pela Rússia.

É claro que isso não deve acontecer (se a moda pega, lá vou eu colar no Stephen King), mas neste caso, ele descobre que ela deve acompanhá-lo ou, talvez, ele precisa que ela o acompanhe.

Minha opinião!
Sim, eu gostei. Eu gosto do Paulo Coelho, eu acho muito certo ele fazer parte da Academia e respeito opiniões, então espero que respeitem a minha,
A história é bastante interessante, até porque há um motivo específico e real para isso.

Quando eu comecei a ler, achei que não iria gostar (se é sobre a lenda pessoal dele, o que eu tenho a ver com isso?), mas eu gostei.
E acho que acabou servindo (em partes) para mim também.

Incandesçam!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Eu li "O Castelo Nos Pirineus"

O Castelo Nos Pirineus (Slottet I Pyreneene)
Jostein Gaarder
Cia das Letras

Solrun e Stein eram um casal.
Bom, ainda são um casal, considerando que são uma mulher e um homem.
Já não estavam mais juntos, cada um foi cuidar de sua vida, cada um casou, cada um teve filhos.
Após 30 anos sem se verem ou terem notícias um do outro, se encontraram (coincidentemente para Solrun e não coincidentemente para Stein) no mesmo hotel onde estiveram pela última vez quando ainda estava juntos, onde a vida deles como casal terminou.
Solrun é aberta a possibilidades que possam ou não serem explicadas, mas Stein é um chatão que só acredita no lógico, possível e plausível.
Esse novo encontro talvez explique (eu disse 'talvez') o que nunca puderam realmente explicar, o motivo da separação.

Minha opinião!
Gostei muito, adoro o Jostein Gaarder.
Ele tem toda uma parte científica (por conta de Stein) e toda uma parte mais espiritualizada (por conta de Solrun), e um final que eu, realmente, não esperava, mas acho que fechou muito bem o livro.
Uma batida de porta na cara!
E é só o que eu posso falar.

Incandesçam!
=)