Ovelhas Incandescentes

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terça-feira, 20 de maio de 2014

Virada Cultural 2014

Passando rapidão só  para colocar a alegria no ar!
Depois de anos sem ir na Virada Cultural, não pude resistir quando soube que o IRA! ia tocar.
O último e único show que fui já tem uns 11 anos. E eu não poderia esperar pelo começo da turnê. Vai que eles brigavam de novo. =)

Sem máquina, só com o celular e olhe lá, tirei essa só para lembrar. AMO MUITO!
Eu de papagaio na Cléia. =)
O Teatro Mágico, que também amo, nunca mais vi, mas isso porque com dois empregos está complicado ir para qualquer lugar. 
Até para ir nessa Virada, precisei fazer uns paranauê. =)

Na grade ou a Rosangela não se conformaria. =)
Fui para o show do IRA!, voltei para a casa e depois encontrei azamiga para virar a noite na rua.

Primeiro show foi da Kátia. Atire a primeira pedra quem nunca cantou "Eu já nem me lembro quanto tempo faz, mas eu não esqueço que te amei demais..."
 

 
 
 

Vanessa da Mata
Lá de longe porque estava absurdamente cheio.
 

Guilherme Arantes
 
 

Marcelo Jeneci
Atraso de uma hora. Nem deu para ir no palco da Barão. =/
 
 
 
 

 O Teatro Mágico
Na grade ou a Rosangela não nos deixaria em paz. =)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E o dia nasceu ao som de Teatro Mágico.
As fotos são da minha amiga Rosangela (a única com uma máquina fotográfica).
Já espero pela próxima Virada Cultural.
Agora estamos ansiosos pela programação do Festival de Inverno de Paranapiacaba.
=)
Incandesçam!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Mas assim como veio, acabou!*

Eu acho que não entendo como uma pessoa quer terminar um relacionamento, mas diz que não tem certeza.
Não entendo como alguém pode dizer "senti tanto sua falta", mas ainda assim quer terminar um relacionamento.
Não entendo como uma pessoa diz que não assiste um canal de TV porque "lembra muito a gente", se ela mesma, de livre e espontânea vontade, quis terminar o relacionamento.

Não entendo como uma pessoa que ouviu "agora não dá para a gente ser amigo" pode pensar que a outra pessoa já tinha "desencanado faz tempo".
Se uma pessoa diz "agora não dá para a gente ser amigo" é
porque ela ainda gosta da pessoa que ela não pode ser amigo agora.

Não entendo como uma pessoa chora horrores no telefone porque está terminando um namoro (que não tem certeza se quer terminar)... e dias depois já está muito bem, obrigada, com outra. Com outra que já conhecia faz 
tempo.

Essas coisas não acontecem de uma hora para a outra.
Elas acontecem antes.

Assim como uma pessoa também não é chamada para ser padrinho de formatura com apenas uma semana de antecedência.

O que mais eu ou qualquer um poderia pensar?

Eu não entendo como uma pessoa que diz que não gosta de fazer X coisas, pouquíssimo tempo depois do fim do namoro, está fazendo essas mesmas X coisas.

Ah, não, isso eu entendo.

Está fazendo essas X coisas que nunca gostou só para pegar alguém.
Porque como eu bem me lembro, alguém me falou que homem não faz nada sem segundas intenções.

E da mesma forma que fez X coisas antes para pegar uma pessoa, certamente, está fazendo X coisas agora para pegar outra.
Aliás, quem faz X coisas com uma pessoa, faz X coisas com qualquer pessoa.


Eu já vi esse filme antes.
As mesmas coisas, a mesma foto, o mesmo sorriso, a mesma cantadinha.
Tudo o que foi usado antes com uma está sendo usado agora com outra.

Mas o que se poderia esperar de um xavequeiro de orkut?
Que cantava uma e mais vinte.
Até mesmo no dia que foi para pegar uma, aproveitou para xavecar outra que conheceu no mesmo dia.

Algumas coisas não podem ser compreendidas de imediato e podem doer muito até que a gente as compreenda.
Mas uma hora a gente entende, aprende e desprende.
Joga fora!

Você pode até tropeçar durante a caminhada, se machucar e se perder.
Mas uma hora você levanta, se cura e se encontra.
E o melhor está ali, te esperando bem na sua frente.

O que incomoda não incomodará mais.
O que machuca não machucará mais.
Isso também foi passado de mão. 
E vai ser engraçado. Se vai!
E nem darei exemplos, porque há uma parte em mim que diz "Você vai se foder". 
E esta parte não facilita para ninguém.

E essa história termina aqui.
Tudo o que existiu não existe mais.
Todos os personagens se foram.
E não será mais lembrada.
E ninguém será lembrado outra vez. 


* Trecho da música "Pratododia" (O Teatro Mágico).

sábado, 3 de maio de 2014

Arquivo deletado!

Era uma sensação estranha.
Uma dor de estômago misturada com dor de barriga, falta de ar e ânsia de vômito.
Tem gente que chora até soluçar.
Ela chorou até vomitar.
No chuveiro mesmo.
Porque nada melhor para disfarçar o choro do que chorar no chuveiro.

Algumas coisas estavam um pouco confusas.
Ou era, ou não era.
E tinha que ter certeza.
Manter alguma esperança ou desencanar de vez.

Sentiu-se como uma estranha na rua perguntando onde fica o metrô.
Poderia até ouvir um "minha filha" no final de "Pensei que você já tinha desencanado faz tempo".
Poderia até ouvir um "gata" no final de "Mas aí a gente nem 'tava mais namorando".
E estavam... mas isso não tinha a menor importância.

Se há bem pouco tempo atrás tinha ouvido um empolgado "Namorada, você imagina que a gente vai fazer seis anos?", agora, ele nem sabia mais se já tinham terminado ou não.

Parecia uma pessoa que nunca conheceu.
Que não sabia nada de sua vida nem ela da vida dele.
Chegou a pensar se teria ligado para a pessoa certa.
Mas, sim, era ele.
Mas parecia outra pessoa.

Alguém que conheceu e conviveu por seis anos e agora não sabia mais quem era.
Alguém que deletou os últimos seis anos de sua vida de uma semana para outra... ou de um mês (ou mais) para outro.
E seguiu como se nada tivesse acontecido.
Repetindo a mesma fórmula de antes. A mesma que tinha usado seis anos antes. O mesmo sorriso, o mesmo abraço, a mesma cantadinha medíocre. Até a mesma foto.
Deu certo uma vez, sabe-se lá quantas vezes, daria certo de novo.
Sabe-se lá com quantas meninas ainda usaria a mesma fórmula.

Foi difícil.
Desmontou.
Os amigos seguraram.
Os gatos vieram todos de uma vez.
Gwidion deu conselhos. Spock deu beijinhos. Polyana deu abraços.

Acordou botando os bofes para fora, literalmente e no duplo sentido.
Aquela sensação estranha de novo.
Uma dor de estômago misturada com dor de barriga, falta de ar e ânsia de vômito.

Já chega!
Lembrou do que uma amiga falou: "Foi melhor assim".
Lembrou das coisas ruins também.
Lembrou da fórmula que usou com ela, sabe-se lá com mais quantas, e agora usava de novo com outra.
Lembrou da forma como foi descartada e reposta.

É... foi muito melhor assim!
Muito melhor para ela do que para ele.

Agradeceu pelas coisas boas... foram tantas!
Agradeceu pelas coisas ruins também... não teria mais que conviver com elas.

E lembrou que quando uma coisa se vai, sempre vem outra muito melhor.
Lembrou que tem coisas que podem parecer desesperadoras no começo, mas há males que vêm para bem.
Lembrou que cortou o cabelo curtinho para ajudar a esquecê-lo.
Lembrou que, se antes teve que respirar fundo antes de falar "Pode cortar", agora estava muito animada com seu novo corte de cabelo.

E como disse um amigo:

"Puxões de cabelo melhores virão".

Incandesçam!