Ovelhas Incandescentes

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sábado, 14 de maio de 2011

Também

Quando dizemos "eu te amo", na verdade, estamos querendo ouvir um "eu também te amo".
E quando esse "também" não vem, as minhocas vêm. As minhocas vêm na nossa cabeça e achamos que o amor acabou. O problema é que, às vezes, as minhocas estão certas. O amor também acaba.
Não sei se ele acaba, mas ele muda. Vibra em frequência diferente (eu acredito nisso). Você continua gostando muito da pessoa, mas não mais para namorar.

É hora de limpar os armários, colocar o lixo para fora, abrir as janelas e deixar o ar mudar... ou se mudar.
Pode ser que você chore, mas isso não é ruim. Incomoda um pouco, mas é coisa rápida.
Aceite as mudanças, aceite os fins e esteja pronto para os começos. Termine as coisas que precisam ser terminadas. Comece coisas novas.

O mundo não vai acabar, ao contrário, ele começa de novo. Há dois mundos: o que os outros vivem e o que você vive. O nosso mundo particular começa de novo todos os dias. Nós começamos de novo todos os dias. E os dias começam de novo para quem quiser o novo.
Engana-se quem fala que quem vive de passado é museu. Eles vivem de histórias e continuidade. O museu é mais presente do que algumas pessoas porque o passado já foi futuro e presente antes de chegar a ser passado. O ciclo continua e o museu estará sempre pronto para receber o que era futuro, presente e agora é passado. Para o museu, virou presente. E ele se renova constantemente no seu ciclo de futuro, presente e passado.
Quem vive de passado é relógio parado. Como algumas pessoas que preferem parar no tempo e passar a vida sofrendo.
Vire a página. Foi bom enquanto durou, agora será bom o que vai durar agora.

Deixe que o sol brilhe.
E brilhe também!