Ovelhas Incandescentes

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Personagens não me pertencem!

Já li coisas que me fizeram pensar em como as pessoas podem ser tão imbecis e prepotentes. Falam um monte de coisas que, para mim, não significam nada e não tenho o menor interesse.
Se eu quisesse ser famosa, poderia falar um monte dessas coisas sobre as quais li e leio eventualmente, quando não dá tempo de virar o rosto. Bastaria entrar para um reality show qualquer, pagar de gostosa, falar sobre minhas estripolias sexuais, falar sobre como sou muito boa fazendo isso e aquilo, falar sobre como os outros são ruins, cantar qualquer besteira e fazer uma coreografia mais besta ainda. Depois, quando ninguém mais se lembrasse de mim, eu poderia voltar com um livro sobre meus amantes, pagar de lésbica em alguma revista, deixar que me fotografem sem calcinha, sem sutiã ou sem qualquer outra coisa, desde que me mostrem em algum lugar.

Eu acredito que, no caso de escolhas, como gostar ou não de determinada banda, livro e afins, não existe certo ou errado, bom ou mau. Tem quem goste de Machado de Assis e tem quem ache um saco. Tem quem goste de Beatles e tem quem ache um saco. Tem quem ache o Paulo Coelho, um bocó. E tem quem ache que seu lugar na Academia Brasileira de Letras é merecido, goste ou não.

Eu sempre defendi o respeito pela opinião dos outros, mesmo que não estejam de acordo com as minhas. Mas como eu não sou de ferro, não sou perfeita e ainda não atingi o Nirvana, e mais do que isso, também tenho os meus gostos e desgostos, também me revolto com muitas coisas, também desço a lenha em muita gente. Embora eu prefira fazer isso de forma mais discreta e em círculos mais fechados, eu também faço!
Que me desculpem aqueles que se sentirem ofendidos, minha intenção, realmente, não é essa.

Mas eu me orgulho, e muito, de não me valer da minha bunda, das minhas trepadas, do que eu julgo ser irônico e sarcástico, do que eu acho que é engraçado e acho que é o que os outros vão gostar, e quem sabe até, da minha arrogância inventada, para pagar as minhas contas.
Quem escreve aqui sou eu, de mim e para mim. Não estou à venda, nem para locação. Não penso na repercussão antes e escrevo depois. Faço o que eu preciso, o que eu quero e o que eu gosto.
Não chego lá em cima interpretando personagens que os outros preferem. Chego lá em cima seguindo os roteiros que eu escrevo.

7 comentários:

  1. Quem procura acha nessa blogosfera heim! Acabei de encontrar uma excelente cronista. Li teu texto lá noutro blog e vim conhecer teu blog e estarei aqui lendo-te frequentemente, pode me esperar. Tens cá um leitor.

    Um abraço!

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  2. Olá Regiane, vim ver teu canto na blogosfera através de uma indicação que por sinal achei no meu blog de crônicas.

    Seu texto é despojado, certeiro e sem blá bla blás. Isso muito me agrada.
    Gostei de ti, gostei do blog e vamos nos falando.

    Visite minha casa de crônicas, será um prazer!
    http://vemproquiosque.blogspot.com

    Ah, só mais uma coisinha: esse "carrie" tem alguma coisa a ver com o filme?
    super beijo da Lu

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  3. Carrie, fico feliz por estar lá, e texto, no meu blog.
    Pelo que vejo, fez sucesso!
    Abraços, querida!
    Conte comigo.
    Jozi
    www.olugardascoresescritas.com

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  4. Quando você tiver um tempinho, me conte por que você escreveu essa postagem Amiga Pensadora !

    Ah, ficou bem legal o "LinkWithin" no seu blog !

    =)

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  5. gosto de tantas coisas, umas de saco cheios outras vazios

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  6. Oi, respondendo ao teu comentário sobre Clarice. Sim. Aquele texto tem tudo a ver com Clarice Lispector.
    É nela que me agarro para me esclarecer.
    Mande-me teu msn por e-mail, assim podemos conversar mais.
    Abraços,
    Jozi
    O lugar das Cores Escritas

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  7. Uau!

    Não resta dúvida após a tua crônica.
    "Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda". Gostei demais da linguagem direta.

    E achei o máximo o blogue, a começar pelo nome.

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