Ovelhas Incandescentes

Ovelhas Incandescentes

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sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz ano-novo... de novo!


Final de ano é assim. Todos desejam feliz ano-novo, que esse ano seja isso, aquilo e aquilo outro, roupa branca, dourado, calcinha nova, uvas, ondas, sementes de romã, etc.
No final desse mesmo ano, a mesma galera que fez tudo isso aí em cima já está mandando o mesmo ano tomar no cu porque ele foi o pior.
Conclusão: Esse é o ser humano! Sempre reclamando de alguma coisa!
Da minha parte, não tentando ser Pollyanna (que eu adoro, mas esse não é o caso), foi o melhor dos últimos 30 anos.
Terminei coisas velhas e inúteis, comecei coisas novas, conheci pessoas novas, mantive velhos amigos, tomei certas atitudes, mudei certos hábitos e padrões. Mudei a minha vida!
Que eu me lembre, nunca gostei de mudanças. Elas sempre me assustaram. Mas hoje, nos 15 do segundo tempo, as coisas mudaram. A gente tem que mudar.
Mudanças são uma constante em nossa vida. E como disse o Paulo Coelho no Monte Cinco:
 
"Sempre é preciso saber quando acaba uma etapa da vida. Se você insistir em permanecer nela além do tempo necessário, perde a alegria e o sentido do resto. E se arrisca a ser sacudido por Deus".

Eu sei que mudar não é tarefa fácil... mas é necessário... e até divertido. Mude velhos padrões e crenças, aceite o novo em sua vida. Mude para melhor e o melhor acontecerá em sua vida. A gente nasce para evoluir.
Uma das coisas que não gosto nos fins de ano (e essas, acho que não mudam nunca) é que todo mundo que usa e-mail lembra que Carlos Drummond de Andrade e Mário Quintana existem. Parece até que eles nasceram especialmente para o fim do ano porque as caixas de entrada transbordam de textos dos dois.
Não precisam esperar o ano-velho novo, podem me mandar o ano todo.
E o ano-novo, cá pra nós, de novo não tem nada. Se ele fosse tão novo assim não voltaria todo final de ano.
Todo ano desejamos feliz ano-novo, então, ele não é novo coisa nenhuma. Na verdade, foi uma coisa que inventaram para dar uma esperança aos mais necessitados, aos que precisam de alguma coisa para acreditar em alguma outra coisa.
Olha, sinceramente, todos os dias são novos. Todos os dias são chances que você tem para realizar aquilo que não deu certo no dia anterior.
Mas se você precisa de novas esperanças, ok, vamos lá.

- Faça aquela faxina na casa, limpe tudo e troque as coisas de lugar (para renovar as energias do ambiente).
- Mande o velho embora e dê tudo aquilo que você não usa mais (ou jogue fora, se for o caso).
- Encha sua casa de cores, de flores e perfumes. Encha sua casa de música, risadas, alegrias e afins.
- Faça orações, decretos positivos e, principalmente, agradeça por tudo o que você tem e por todos que você tem.
- Pare de falar bobagens do tipo: "que pobreza", "eu sou isso", "eu sou aquilo". Quando você diz "eu sou", está fazendo um decreto universal, portanto, complete a frase com uma palavra boa. Pobreza... olha, gente pobre mesmo não tem casa, comida, roupa, não tem nada e nada é nada mesmo. Se você está lendo isso agora, você realmente não sabe o que é pobreza... e dê graças a Deus por isso também!
- Agradeça por ser perfeito! Você fala, ouve, enxerga, anda, sente, portanto, você é perfeito sim! Ok, ninguém gosta de ver o ponteiro da balança subir, ninguém gosta de ver aquele furo ou aquele risco na bunda, mas sabe... há coisas muito piores do que isso, acredite!
- Fale com as pessoas olhando nos olhos delas. Se for para dar bom dia, tarde, noite, responda olhando para as pessoas e, se puder, dê um sorriso.
- Elogie se for bonito, dê uma bronca se for errado (principalmente com crianças, é de pequeno que se aprende o que é certo e o que é errado).
- Se gostar, aceite. Se não gostar, recuse. Você não é obrigado(a) a engolir o que não gosta.
- Respeite os animais! Ninguém é obrigado a gostar de animais, mas todos têm o dever de respeitar.
- Arrume motivos para ficar feliz, alegria atrai alegria.
- Veja o lado bom das coisas, mas nunca ignore o que é ruim ou errado. É da omissão que nasce a injustiça e a maioria das coisas ruins que existem.
- Comece o dia fazendo o bem, você terminará colhendo o que plantou. Mas lembre-se que para colher é preciso plantar. Invariavelmente, nós sempre recebemos aquilo que damos. Então, o que você fizer, receberá de volta. Sendo assim, faça o bem e faça o que é certo!

E por último, faça tudo isso diariamente!
Feliz ano-novo... de novo!
"A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem".
Arthur Schopenhauer 



sábado, 24 de dezembro de 2011

One more time...

Mais uma véspera de natal, mais um filme do ET (graças a Deus, esse filme não passa mais), mais uma reunião de família, listinha de compras, dividir os gastos com a família, limpar a casa, fazer comida, quebrar as taças, dormir, tomar café com a família, almoçar com a família, limpar a casa e mais algumas outras coisas que eu não lembro.
Lembro que teve um ano em que eu estava toda serelepe, pensando na roupa e esmalte que eu iria usar e... e eu tive uma puta cólica intestinal por volta das 23h. Eu me contorcia tanto, nem sabia em que lugar por a mão porque eu sentia dor em tudo quanto era lugar perto da barriga, do intestino e tomei sei lá quantas coisas eu tomei, mas nada resolvia. Só lembro que enquanto todos estavam lá na casa da minha tia, desejando feliz natal e quebrando as taças, eu estava me contorcendo na cama, chorando de dor.
Depois que passou um pouco, eu resolvi descer. As fotos ficaram ótimas. Eu estava linda naquela calça de moletom velha e blusinha desbotada, aquela mesma com que passei o dia todo ajudando na cozinha. Meu cabelo estava tão brilhante... dava para sentir o cheiro de fritura, aquela mesma que estava na mesa. Meu sorriso resplandecia... naquela cara de bolacha que eu estava de tanto chorar. O esmalte era lindo... aquele azul que eu pretendia passar se não estivesse ocupada demais com aquela cólica intestinal filha da puta.
E a vida é assim. Às vezes você vai, às vezes você volta.
Eu nem me lembro como eu estava no natal do ano passado, o que eu estava fazendo a essa hora, o que eu fiz antes ou depois. Mas isso não importa. O que importa é fazer o melhor que puder agora.
E que o melhor que eu puder agora seja bom!
Talvez eu não me lembre desse no próximo natal, mas isso não importa. Que seja bom!
Eu agradeço por aquele, pelo próximo e, principalmente, por esse agora!



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

É à noite que os monstros vêm...


São as menores coisas que fazem a gente ter medo.
Eu só queria deitar um pouco. E então, vem aquela tosse que faz você achar que tem alguma estação de metrô por perto. Com a tosse, vem aquela ânsia de vômito que você tenta impedir, mas quando vê, já está parada na frente da pia, puxando o cabelo de lado... e lá se vai a pizza que você fez tanto esforço para engolir com a sua garganta doendo e sem sentir o gosto.

É à noite que os monstros aparecem. Mesmo que você esteja bem durante o dia, as recaídas vêm à noite. A tosse piora à noite e, principalmente, quando você se deita.
E então, você passa a temer a noite, porque sabe que os monstros virão. A garganta vai doer mais, as tosses virão mais fortes e você sabe que não pode deitar, porque deitar te faz correr o risco de sair correndo para o banheiro e vomitar tudo aquilo que você fez tanto esforço para engolir com a sua garganta doendo. Deitar faz com que você pare de respirar e acorde no meio da noite, sufocada em tanta tosse, já que você tem que respirar e tossir ao mesmo tempo.

E você está morrendo de sono, mas não consegue dormir porque a tosse te acorda, a falta de ar te acorda, os monstros te acordam.
Eu tenho medo de quando a noite vem... os monstros vêm... e eles não me deixam dormir. E me fazem pensar nisso tudo, transformando a noite em um pesadelo.
E eu... eu só queria deitar um pouco.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

De carne... só a minha!


Quando eu era pequena, comia carne crua e gordura de carne. Parei de comer carne crua e gordura de carne, embora eu ainda gostasse de gordura. Me permitia comer um pedacinho quando a carne era picanha, mas evitava o máximo porque eu sabia que fazia mal a longo prazo e sabe... o tempo passa para todo mundo.

Uma vez eu disse que nunca ia parar de comer carne, principalmente linguiça. Um tempo depois eu acabei ficando com nojo de linguiça, e a carne, que eu sempre comi numa boa, passou a ser não muito bem-vinda no meu estômago.
Teimosa como eu sou, continuei comendo... e continuei passando mal.
No restaurante onde eu almoço, não resistia à palavra 'picanha' no cardápio. E pelo resto do dia, o meu estômago também não resistia em me mostrar todo o seu desagrado.
Nunca gostei de peixe nem de frango. Um dia descobri um tipo de peixe que eu comia e troquei a carne vermelha por esse peixe. Enjoei, voltei para a carne vermelha, desenjoei, voltei para o peixe.

Era sobre isso que eu estava pensando. Sobre me alimentar direito, comer mais legumes, mais salada, mais frutas, não ter mais 15 anos, o ponteiro da balança subindo de posição, o processo filho da puta pelo qual os animais passam para chegarem ao nosso prato, as minhas muitas tentativas de parar de vez com a carne, a minha luta pela proteção animal, defendendo uns e comendo outros, a filha da putagem que é a seleção de pintinhos que virarão galinhas que virarão comida e muitas outras filhasdaputagem relacionadas ao processo... quando me deparei com mais um documentário sobre animais e o que fazemos com eles: TERRÁQUEOS.

Seria muito mais fácil se falar bastasse para que as pessoas acreditassem no que o ser humano é capaz de fazer com os seres 'inferiores' a ele. Mas, infelizmente, não é. E apesar do documentário ter cenas da pesada, é muito importante que as pessoas assistam, porque tem gente que só acredita vendo. E o pior, tem gente que não acredita no que a raça humana é capaz de fazer para se dar bem.
Chegou o momento em que não dava mais para eu diminuir o que já era tão diminuído e eu tinha que tomar uma decisão definitiva. E, apesar de não parecer, não é uma decisão fácil, principalmente para uma viciada em lanches e McDonalds como eu. Chegou o momento de parar com a carnificina de uma vez por todas.

Não parei de comer carne somente pelo respeito à vida, porque se pensar um pouco mais, tudo é vida. Até as pedras são vidas. Do reino mineral, mas são vidas também.
Se eu respeito a vida, comer vegetais e plantas também é problema, porque eles também respiram e se movem (mas não podemos ver), portanto, são vidas também, que se movimentam conforme sua espécie.
Não decidi tirar a carne da minha alimentação porque sou supersaudável e engajada em seja lá o que for que engajada signifique. E para falar a verdade, a minha alimentação não é das melhores. Só agora, aos 15 do segundo tempo, é que resolvi pensar melhor na minha alimentação. Quem me conhece sabe que eu não sou a maior fã de frutas, legumes e afins. Só como mesmo porque precisa (adeus, 15 do primeiro tempo, você não volta mais e eu tenho que tomar vergonha na cara e cuidar melhor do segundo tempo).
No que dependesse de mim, a alimentação ideal seria à base de lanches, pizza, pastel, sorvete, doces, pipoca com manteiga, pipoca doce (aquela vermelhinha de groselha), sorvete e chocolate até dizer chega. E claro, dá-lhe leite condensado! Coisa que toda criança normal gosta ou deveria gostar.
O problema é que a minha idade física não é a mesma da minha idade mental (rs) e, apesar de me permitir bancar a criançona de vez em quando, tenho que fazer direito na maior parte do tempo. E fazer direito inclui comer direito. E comer direito inclui comer todas as coisas saudáveis que não me apetecem, mas que temos que comer.

Voltando ao ponto de partida, eu parei definitivamente de comer carne, principalmente, porque eu não quero mais que nenhum animal tenha que morrer para me servir de comida, já que eu tenho tantas outras coisas para comer.
Eu entendo que algumas pessoas tenham que comer carne (e eu já fui uma delas), mas espero que elas tenham a consciência de que nem todos os animais que morrem para virar comida têm uma morte rápida e, teoricamente, decente. Espero que elas saibam que a maioria deles sofre horrores gigantescos antes de, finalmente, morrer e virar comida. Espero que elas, ao menos, tenham gratidão pelo ser vivo que morreu para que elas pudessem comer.

A pouca carne que eu comia já não era bem aceita pelo meu estômago, mas eu parei de comer carne, principalmente, porque eu não quero mais que nenhum animal tenha que sofrer por mim ou para mim. Tenho milhões de outras coisas para comer. Não quero que ninguém morra por mim ou para mim, principalmente, os seres que eu tanto defendo.
Eles também têm o direito de viver e eu tenho o dever e a obrigação de respeitar.

Obs. E da mesma forma que eu não fico enchendo o saco de ninguém para parar de comer carne, eu também espero que ninguém encha o meu para continuar comendo ou porque eu parei de comer.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Anyway the wind blows...

Acordar cedo não é legal.
No sábado... dá na mesma, não é legal em qualquer dia.
Só a parte de acordar. Uma vez acordado, depois que o sono já passou, tudo bem, é até melhor levantar cedo. Você faz um monte de coisas (se tiver um monte de coisas para fazer) e ainda sobra muito dia para você fazer o que quiser (ou o que tiver).

No meio do caminho entre o dia e o fim do dia, talvez, você ouça algumas merdas, dê risada, corra com o trabalho e se irrite com alguém.
A chance de você fazer tudo isso junto é de 99%. O 1% restante é a soma de todas as vezes que você foi no banheiro ou parou para comer.

Você resolve entrar em uma loja, experimentar umas calças. Os manequins da loja já te olham feio (sim, eu disse os manequins), mas você finge que não é com você, pega suas calças e se manda para o provador.
Sai do provador e lá estão eles, aqueles manequins cínicos, que te olham com aquele olhar igualmente cínico, cegos, mas ainda cínicos.
Passando por eles, você pode ouvir o que dizem... ah, mas eles dizem... eles olham para você... ah, mas eles olham... cegos, mas olham.
Olham para você e dizem: "Minha filha, olha o tamanho dos nossos quadris. Você acha que uma calça nossa vai servir em você?"
Você passa por eles, olha pelo canto dos olhos e solta um: "Pode ser, mas nunca faltou quem quisesse me pegar".

Entra no ônibus e pega o melhor lugar, dá até para escolher. Alguma coisa boa tem que ter.
Eu prefiro sentar sozinha. Sim, sou egoísta, individualista e muitos outros -istas por aí.
No próximo ponto, o ônibus já está lotado. Foda-se, você já está sentada mesmo. As cenas vão passando na sua frente. Na Paulista você vê de tudo. Músicos mostrando sua música (tem um menino que estudou comigo, um saxofonista que já gravou alguns cds, uma violinista... =]), vendedores de artesanato, ativistas de alguma coisa, gente bonita, gente feia, gente estranha, gente com pressa, gente sem pressa, patinadores e skatistas (meus favoritos), gente passeando com os cachorros (também meus favoritos... os cachorros, claro), gente correndo atrás de gente para responder pesquisas, gente que sabe muito, gente que não sabe de nada (opa... =]), gente de mais, gente de menos, gente boa, gente tonta, gente ganhando dinheiro, gente pedindo dinheiro. Tem tanta gente!

Tem também um cara de cabelo rasta que está sempre falando com as pessoas que ele não conhece, normalmente, tentando fazer as pessoas sorrirem. Tem também um que vende pulseiras, brincos e afins e, na maioria das vezes, o cachorrinho dele está lá com ele. Esses são os meus constantes favoritos (além dos cachorros). Eles não sabem que eu existo, mas eu sei que eles existem. Eles me fazem sorrir... mesmo que eu não os conheça. Algumas pessoas salvam o seu dia e nem sabem disso. Como o gatinho que eu vejo todos os dias de manhã, no mesmo cantinho do jardim do prédio, tentando pegar uns passarinhos. Ele já me faz sair de casa sorrindo (se você ver um gatinho, primeiro, terá sorte o dia inteiro).

Achou o gatinho?

Mas como tudo na vida tem dois lados, além dos favoritos, você também tem os não favoritos. E esses eu prefiro não falar, mas cada um sabe das suas brigas diárias, das suas derrotas, das suas angústias, das suas mortes internas ou externas, das vezes que você chorou porque não tinha mais onde guardar dentro de você, tanta raiva ou tanta frustração, tanta dor ou tanta alegria. Cada um sabe dos seus demônios... até mesmo dos seus manequins do mal.

Mas no meio de tudo, sempre terão coisas boas, sempre terão os amigos que te farão rir, os desconhecidos favoritos que te farão sorrir, e alguém para te falar: "Minha voz não pode quebrar janelas, mas a sua pode".
E isso coloca toda a sua vida no lugar certo.


Obs. E no momento exato que terminei de escrever, entra uma pessoa e me fala: "você 'tá ouvindo e nem me grita, você é escrota". Eu deveria não gostar disso, ela não sabe o que eu estava fazendo e nem sabe porque eu não me interrompi para falar com ela.
Mas é aí que começa tudo de novo, o que te derruba e o que te levanta. E mesmo que você ouça um desaforo... tenha certeza de que logo virá uma palavrinha mágica para te fazer sorrir.
E como disse o Queen em Bohemian Rhapsody: "Anyway the wind blows".


Gwidion... não importa o que aconteça, ele e a irmã dele sempre salvam os meus dias.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Marcelo

Um dos primeiros dias na escola (a nova escola), tínhamos que escrever nossas primeiras impressões sobre o amiguinho do lado. E claro que você não perderia a oportunidade de tirar uma com a minha cara porque eu estava com a camiseta do uniforme da escola.
Foi um ano inteiro de piadinhas, gracinhas, broncas, lições em dupla, em trio, em conjunto e tanta risada, que a minha barriga já dói só de lembrar o tanto que eu ri.
Como aquela vez em que a cueca do Fábio estava aparecendo, eu e a Renata vimos e viramos para a frente. E aí muitas coisas aconteceram na mesma hora.

Na mesma hora a gente viu e virou para a frente, na mesma hora a gente pensou em você e viramos para falar com você sobre qualquer coisa (era só para chamar a sua atenção, de forma que você não visse a cueca do Fábio) e na mesma hora que a gente virou para falar com você, você olhou para o lado, viu a cueca do Fábio aparecendo e pronto... já fez uma zona.

E na mesma hora, eu e a Renata viramos para a frente de novo, abaixamos a cabeça na carteira e rimos até chorar, você já tinha visto o que a gente não queria que você visse, então, já era. A bagunça já estava feita.
Para melhorar, ninguém tirava da cabeça do Fábio que o motivo do furdúncio não era uma suposta tachinha colocada na cadeira dele (estava na moda aquela mania besta de colocar tachinha na cadeira das pessoas), e sim a cueca dele aparecendo.
E essa foi só uma das milhares de historinhas que a gente teria pra contar.
Teve também as vezes em que a gente brigou... mas eu não tenho nenhuma lembrança clara e completa sobre isso porque passava rápido. Depois a gente já estava um deitado no ombro do outro. Eu, você e todo mundo que estava com a gente.
No fim do 1° colegial, antes de entrarmos em férias, eu escrevi a letra de Teatro dos Vampiros no seu caderno e você disse que fazia questão de ter essa música. Só não lembro se era por causa do fim do ano ou se era porque eu já estava com planos de mudar de bairro e consequentemente (palavra que a gente, uma vez, esqueceu e trocamos por consecutivamente), de escola também.
Foi um ano e meio de convivência, de muita alegria e muita amizade. Depois eu saí da escola e o contato ficou difícil, mas a gente dava um jeito. O orkut apareceu para ajudar.
E essa é a primeira parte, totalmente verídica.

A segunda parte eu gostaria de dizer que nós todos continuamos nos falando como se nada tivesse acontecido, como se o fim do colegial, o começo da faculdade, a vida corrida de cada um não fizesse a menor diferença. Por um tempo, foi possível manter alguns encontros, depois... cada um para o seu lado cuidar da sua vida.

Eu gostaria de dizer que continuamos nos falando, conversando e dando muita risada. O nosso convívio continuou o mesmo, mesmo quando você descobriu que estava doente.
E mesmo quando você descobriu que estava doente, todos nós continuamos nos encontrando, falando da época do colégio e dando muita risada.
E mesmo quando você descobriu que estava doente, nós estávamos lá com você.
E mesmo quando você começou o tratamento, nós estávamos lá com você.
E mesmo na hora em que você poderia querer jogar tudo para o alto e falar "FODA-SE!", nós estávamos lá com você.
E mesmo na hora em que poderia doer tanto e que você não conseguia mais aguentar, e dizer FODA-SE já não era mais o suficiente, nós estávamos lá com você.
Até a hora em que não deu mais... mas nós estávamos lá para você.
E eu adoraria dizer que essa segunda parte também é verídica, mas não. Não foi. Isso era só o que eu queria dizer, mas não posso. Essa é a parte que dói mais.
E se essa segunda parte fosse de verdade, eu não sei se isso salvaria sua vida, mas quem sabe... seria menos difícil para você... e para mim também.

Que tudo esteja bem. Que o amor e a amizade permaneçam na vida de todos os que fizeram parte do nosso grupo... em qualquer lugar em que a gente esteja.




"Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa..." (O Pequeno Príncipe

domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos namorados é legal... mas não é tão importante assim

Boa parte das campanhas sobre dia dos namorados é voltada para as mulheres, por quê?
Porque o mundo ainda é machista.

Por se tratar de uma data romântica (comercial como todas as outras, mas romântica), automaticamente já é vinculada às mulheres. Por acaso só as mulheres são românticas? Espero que não.

Primeiro: Tem mulheres que não ligam pra isso;
Segundo: Tem homens que curtem bastante;
Terceiro: Tem gente que não dá a mínima se tem namorado(a) ou não em dia dos namorados (presente!) porque não vai morrer ou deixar de ser feliz por causa disso.

Tem homens que acham que mulheres vão à loucura para arrumar um namorado até o dia dos namorados (acordem, mulheres têm mais o que fazer). Até concordo que tem gente que preferia passar um dia dos namorados com namorado(a), mas isso não é característica das mulheres. E eu conheço muito mais homens carentes nessa data do que mulheres.

Nem toda mulher sonha em se casar, ser mãe e avó (presente!), nem toda mulher procura namorado (presente), e nem toda mulher vai ou pretende fazer isso (presente!).
Graças a Deus(a)!

sábado, 14 de maio de 2011

Também

Quando dizemos "eu te amo", na verdade, estamos querendo ouvir um "eu também te amo".
E quando esse "também" não vem, as minhocas vêm. As minhocas vêm na nossa cabeça e achamos que o amor acabou. O problema é que, às vezes, as minhocas estão certas. O amor também acaba.
Não sei se ele acaba, mas ele muda. Vibra em frequência diferente (eu acredito nisso). Você continua gostando muito da pessoa, mas não mais para namorar.

É hora de limpar os armários, colocar o lixo para fora, abrir as janelas e deixar o ar mudar... ou se mudar.
Pode ser que você chore, mas isso não é ruim. Incomoda um pouco, mas é coisa rápida.
Aceite as mudanças, aceite os fins e esteja pronto para os começos. Termine as coisas que precisam ser terminadas. Comece coisas novas.

O mundo não vai acabar, ao contrário, ele começa de novo. Há dois mundos: o que os outros vivem e o que você vive. O nosso mundo particular começa de novo todos os dias. Nós começamos de novo todos os dias. E os dias começam de novo para quem quiser o novo.
Engana-se quem fala que quem vive de passado é museu. Eles vivem de histórias e continuidade. O museu é mais presente do que algumas pessoas porque o passado já foi futuro e presente antes de chegar a ser passado. O ciclo continua e o museu estará sempre pronto para receber o que era futuro, presente e agora é passado. Para o museu, virou presente. E ele se renova constantemente no seu ciclo de futuro, presente e passado.
Quem vive de passado é relógio parado. Como algumas pessoas que preferem parar no tempo e passar a vida sofrendo.
Vire a página. Foi bom enquanto durou, agora será bom o que vai durar agora.

Deixe que o sol brilhe.
E brilhe também!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Vazio...

Vazio... vazio é muitas coisas.
E é, não são. Porque apesar de ser muitas coisas, ainda é uma só. Uma coisa que são muitas. A ele sim, caberia dizer que se chama "legião"... porque são muitos.
Vontades que vêm do nada. Vazios que vêm do nada.
Será que isso acontece com todo mundo?

Não falo de mim ou de qualquer um especificamente. Falo de forma geral. Talvez, falo de todo mundo.
Tem vezes que você tem vontade de sumir? Parece que falta alguma coisa?
Ainda bem que não uso drogas ou esse "às vezes" poderia ser maior.
Algumas vezes me imagino de muitas formas, de muitos jeitos, com muitas pessoas e muitas personalidades.
Algumas vezes acho que eu não sou eu, sou outra pessoa. Depois eu volto correndo para mim.
Será que algum dia isso passa? Isso é normal?
Eu sou normal?

Eu falo sozinha, penso em voz alta, discuto com seres inanimados. Simulo conversas e suas possíveis respostas... sozinha... vai que eu preciso delas algum dia.
Gosto de ficar sozinha, preciso ficar sozinha... depois eu quero ir em alguma festa, ir para a praia... justo eu, que detesto praia. Não é que eu não goste, mas não posso tomar sol, não gosto daquela areia melequenta e não gosto de marcas de biquíni.
Eu gosto do frio. Sou do frio. Tenho cara de frio.
Tenho nojo de carne, mas às vezes... hei, é picanha?

Quando eu era pequena, queria morrer até os dezoito anos. Imaginava momentos em que meu pai teria que matar a nossa família e imaginava que estaríamos salvos dessa forma. Mas não sei de quem estaríamos salvos.
Mas hoje eu tenho tantas coisas para fazer, que acho que só o dia deveria ter vinte e quatro horas e a noite deveria ter doze horas só para a gente dormir e se recarregar.
E às vezes me vem esse vazio que não sei de onde vem e nem para onde ele vai, mas ele vai. Espero que um dia... vá de vez!

The Hall Of Mirrors (Kraftwerk)

terça-feira, 15 de março de 2011

Hipocrisia me cansa... e me afasta também!

Ouvi homens chamando mulheres de vagabundas, mas esses mesmos homens adoram esse mesmo tipo de vagabunda.
Ouvi homens chamando mulheres de gordas, aparecidas, apelativas e outras coisas não muito boas, mas esses mesmos homens foram e vão atrás de mulheres como essas.
Ouvi homens criticando mulheres e ao mesmo tempo procurando mulheres como essas que eles criticaram.
Ouvi homens falando que são uma coisa e logo em seguida sendo o contrário.
Ouvi homens falando que gostam de uma coisa e fazendo outra. Ou que não gostam de uma coisa e fazendo a mesma.

Qual o problema em ser o que se é?
Gosto disso. Não gosto daquilo. Às vezes, gosto. Às vezes, não gosto.

Ouvi que homens não fazem nada sem segundas intenções. Isso faria qualquer mulher mudar de time, não? Felizmente eu conheci homens que não são assim... mas a gente não escolhe de quem gosta.
Dei maior importância para algumas pessoas e não tanto para outras. Depois descobri que deveria ter feito o contrário, mas a gente nunca conhece as pessoas direito.
Conheci gente que disse que era de um jeito e depois baixou o Sr. Hyde. Me encantei, me desencantei, me cansei, também.
E esse é o risco que corremos com qualquer pessoa. A gente se apaixona por elas, se decepciona com elas. E tem exceções para nos salvar de achar que todo mundo é falso. Porque chato, todo mundo já é (rs), mas hipócrita... seria muita decadência para uma espécie só.
Escolhi continuar arriscando... arriscando com os outros, mas não comigo.
Me conte mentiras... e quando eu descobrir... te arrebento com verdades.
Esse é o risco que se corre comigo. Não suporto hipocrisia e dispenso qualquer um que seja hipócrita comigo. Verdades me mantêm, mentiras me afastam para sempre.
Se for para inventar histórias que você acha que eu vou gostar ou que vai me impressionar de alguma forma, talvez, porque sou mulher... não perca seu tempo em se aproximar de mim. E não me faça perder tempo com você.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Acredite-se!

Gosto de ficar sozinha no ônibus.
O caminho que se faz dentro do ônibus ou do metrô foram criados, exatamente, para se ficar sozinho.
Livros e aparelhos de som são permitidos, com o uso do fone para este último, pelamor. Eles ajudam a criar a fita isolante que nos mantêm impermeáveis, imperturbáveis, intransponíveis e outros ins-.
As pessoas estão a sua volta, cada um com seus respectivos isolantes.
E cada pessoa está sozinha dentro de um ônibus cheio de gente.

Eu assumo: Já fui mal-humorada. Já achei isso legal. E foi na minha adolescência.
Nem todos os adolescentes são tontos, mas eu tive minha cota.
Talvez por problemas mal resolvidos, talvez porque esse foi o meu jeito de resolver os meus problemas. Mas eu assumo que fui mal-humorada de propósito, fiz coisas para parecer legal aos outros, quis ser a boa, a má, a melhor. Já intimidei... e já vi o quanto eu fui imbecil fazendo tudo isso. Infelizmente, percebi tarde demais. Percebi muito tempo depois de já não ter mais a chance de me desculpar com quem eu fui imbecil.

Talvez eu já tenha pagado por isso, talvez não. Talvez eu nunca saiba de verdade. Mas hoje eu faço o melhor que posso para ser melhor para mim, para os outros, para o mundo em que vivo e para os mundos em que não vivo, também.
Talvez isso tudo pareça muito louco, mas quem não parece louco para, pelo menos, algumas dúzias de pessoas?
Se eu pudesse mudar algumas coisas, mudaria. Mas como não posso, melhor compensar os erros através de acertos. Talvez isso seja só uma justificativa para não ficar se martirizando pelos erros que cometemos, mas se essa é uma forma de consertar ou compensar nossas cagadas, melhor começar já. Temos muito serviço a ser feito. Escolha ser e fazer o bem porque o contrário nunca dá certo. E até que você descubra isso por si mesmo(a), terá tantos motivos para se arrepender, que é capaz de ligar o ventilador logo depois de ter jogado a merda nele.

Enterre seus mortos, limpe sua sujeira, perfume o seu ar. Faça o sol brilhar, mesmo que ele nem saia. Acredite no seu mundo e ele acreditará em você.
Acredite-se!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Não estrague o seu dia!


Recebi essa mensagem do site "Pensa Positivo", site que gosto muito e recebo mensagens diárias, não só de otimismo ou positividade, mas mensagens coerentes com a nossa vida ou com a visão que temos dela.
Quando se fala em positividade, muita gente acha que são pessoas alegres, felizes e sorridentes 24 horas por dia, todos os dias. De um jeito que chega a ser chato. Mas não é bem por aí.
Pessoas positivas também têm suas cargas para carregar, suas tragédias para lamentar e suas dificuldades para superar, a diferença é que elas não se conformam com situações ruins e não aceitam que essas situações tomem conta de suas vidas.
Pessoas positivas seguem em frente, sempre desejando e trabalhando por algo melhor, por uma vida melhor, por um mundo melhor.
Pessoas positivas sabem que as coisas ruins existem, mas não invalidam ou desmerem as coisas boas que também existem!
A mensagem veio no momento certo, não por mim, mas por pessoas com quem convivo.
Se você quer ser uma pessoa arrogante ou quer passar essa impressão, é um direito que você tem, mas saiba que isso não ajuda em nada, só atrapalha. E afasta pessoas e oportunidades que poderiam ser muito boas para você, em todos os sentidos, áreas, departamentos e capítulos de sua vida.
Incandesçam e façam da positividade, uma rotina!

 

"Não estrague o seu dia!"

A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.
Não estrague o seu dia.
Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.



sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quem não tem vida social... caça com redes sociais.


Tem gente que não gosta de nada e nem de ninguém.
Dizem que a vida é chata... tudo bem, às vezes é divertido, mas é uma coisa sem sentido.
Uma explosão criou o planeta, o ser supremo criou os seres vivos. Já pensou se não foi obra do ser supremo, a tal explosão que criou o planeta?
Insetos também são seres vivos... embora, muitos de nós preferíssemos que fossem seres mortos.
Nem me dou ao trabalho de perguntar: "Se Deus criou tudo, quem criou Deus?"
Acho que essa pergunta é uma daquelas que são feitas porque fica meio que interessante, mas no fundo, ninguém se preocupa muito em saber a resposta. Ou nem faz questão de uma resposta.
Algumas pessoas não se entendem com ninguém. Algumas pessoas não gostam de se entender com ninguém.
Algumas pessoas fazem o básico de uma convivência social, passam na porta de uma igreja e até fazem o sinal da cruz, dizem bom dia ao entrar no elevador. Cada um tem seu nível básico de social.
E para quem não é lá muito social, sempre tem as redes sociais.
Quem não tem vida social... caça com redes sociais.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O tempo corre... corra junto!

Você acorda todos os dias, parece que nada mudou.
Os detalhes mostram que já se passaram anos. Os detalhes são marcas que aparecem no seu rosto e que você nem sempre teve.
"No seu rosto" é forma delicada para dizer que elas aparecem no seu corpo também.
Não adianta chorar pelo leite, pela coca-cola, pelo suco de limão, pelo café sem açúcar, por nada derramado, nem pelo choro. O tempo não para, não volta, não acelera. O que passou não pode ser mudado, então trate de fazer certo dessa vez.
Não deu, tente de novo. E de novo, se precisar. Tente quantas vezes for preciso e a cada tentativa, faça o melhor.
Vai chegar o dia em que você não vai acordar e não haverá mais detalhes que mostrem que o tempo corre e você deve correr junto com ele.
A maioria das pessoas só dá valor quando perde. Caia fora desse grupo.
Saiba do que você gosta, de quem você gosta, de quando você gosta. Corra atrás de tudo isso antes que a vida corra com você.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mulheres que criam monstros. No bom sentido, mas nem tanto.

Nunca quis casar. Até pensava em cerimônia, música, vestido, mas uma coisa sempre cortava o meu barato: morar junto.
Sempre tive extrema necessidade de ficar um tempo sozinha.
Ficar sozinha não quer dizer que você vá sair por aí galinhando. Ficar sozinha é ficar literalmente sozinha.
Como quando todos saem de casa na mesma hora e só ficou você.
Sempre fui bastante criticada por isso, mas a hipocrisia é tão comum nesse assunto. Há muitas mulheres que adorariam morar separadas de seus maridos, mas no fundo bate o preconceito e a infeliz ideia de que isso não é um casamento, e sim um namoro. Vá te catar!
Um dos grandes motivos de não querer morar junto é a minha necessidade de ficar sozinha. Outro grande motivo é a minha recusa em virar mãe e babá de marido.


Tem mulheres que reclamam porque fazem tudo sozinhas e é bem verdade que os homens de suas vidas não ajudam em nada, só sabem pedir. Mas é também verdade que elas deixaram isso acontecer.
Começa com um favor, termina com uma obrigação.
O marido vai lavar a louça e a mulher reclama que ele não faz direito. E para melhorar fala: - "Você não sabe, deixa que eu faço".
Depois dessa, vai esperar o quê? Ouvir um xingo? Brigar pela louça? Exigir o seu direito de cozinhar?
Até eu que sou mulher prefiro ficar quieta, afinal, eu detesto afazeres domésticos e sou a pessoa que paga para alguém fazê-los por mim.
Mas se desde sempre, você, mulher, assumiu o papel de doméstica da casa, achou que deveria fazer tudo sozinha porque você é a mulher, a mãe, a esposa e nunca pediu ou exigiu ajuda para nada e ainda reclama quando fazem alguma coisa que não fica exatamente como você quer... você quer o quê?
A culpa é sua de ter que fazer tudo sozinha. Se o seu marido ou seu filho não te ajuda é porque você acostumou assim.
Querer agradar, cuidar, compartilhar é até a página um. Na página dois, se você continuar assim e não passar a vez para eles também agradarem, cuidarem e compartilharem, eles irão se aproveitar da situação. Na página três, eles já se acostumaram a não ter que fazer nada porque tem alguém que sempre fez tudo para eles, e na página quatro, eles sabem que se tem alguém que sempre fez, esse alguém sempre fará tudo para eles até as últimas páginas.


Eu conheço um casal, aliás, uma mulher, aliás, uma única mulher que falou que o marido dela limpa a pia melhor do que ela.  Aliás, que ele limpa a casa melhor do que ela. E eles dividem as tarefas numa boa. E se ela prefere cozinhar ao invés de pedir a ele, é só porque o arroz dele não é tão bom quanto o dela.
Eu acredito que se existe uma mulher assim, pode existir outras, embora eu não conheça muitas, mas tenho uma amiga que não lava louça nenhuma na casa dela, outra que não cozinha nada, outra que não passa roupa e por aí vai. Muitas fazem quase tudo mas deixam de fazer alguma coisa, antes assim do que fazer tudo sozinha. Mas o importante é que eles dividem as tarefas. Já que estão juntos, também cuidam juntos da casa.


Para mim, o melhor é ter alguém para fazer por você, tudo o que você não gosta, mesmo que se use a desculpa do "é porque não tenho tempo". O que é uma desculpa infeliz porque ninguém em sã consciência vai passar, lavar e limpar por lazer, por mais tempo que tenha. Cozinhar até entendo, tem quem goste sim, mas e na hora de limpar a bagunça gerada pela arte culinária, vai falar que não prefere ir até ali e quando voltar já estar tudo limpo? Se o orçamento ajudar, o melhor, mesmo, é pagar alguém para cuidar dos afazeres domésticos.
Se o orçamento não colabora com essa parte, é bom a mulherada reclamar por direitos iguais e exigir a divisão dos bens, ou melhor, das tarefas da casa. Não tem essa de que a mulher tem que ser a secretária doméstica do casal.
Apesar de ainda existir homens e mulheres que acham que todo o trabalho doméstico cabe à mulher e todas as contas a serem pagas, cabe ao homem, não existe lei, mandamento ou regra que fale que o papel da mulher/esposa é ser mãe ou babá do homem/marido. Nem nada que determine que o papel do homem/marido é ser pai ou chefe da mulher/esposa. Vá te catar!²
A menos que gostem de ser mãe ou babás de seus maridos, namorados e afins, reclamem por seus direitos de serem uma metade do casal, e não a arrumadeira geral da casa. Ou aguentem, sem reclamar, os monstrinhos que vocês criaram.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Das coisas que passam pela minha cabeça agora...


Não sei de ninguém, só sei de mim.
Sei que não sei cozinhar e também não gosto.
Sei lavar a louça, limpar a casa e até passar roupa, mas não gosto. Se puder evitar, evito mesmo.
Pago para fazerem isso para mim. E que seja bem feito porque se for para fazer de má vontade, eu mesma faço, isso sei fazer.

Gosto de comer. Gosto de comer as coisas que eu gosto.
Comer por comer, para se alimentar, isso eu faço quando fico doente e sem fome. Nesse caso eu como qualquer coisa, só o suficiente, mesmo, só para não passar mal por estar sem comer. Isso é uma coisa que me assusta porque já passei por isso. Então, se eu ficar doente, tenha certeza que comerei alguma coisa a cada três horas, certinho, para não correr o risco de só lembrar que estou sem comer quando bater o joelho no chão, no percurso que precede o desmaio.
Em ocasiões normais, gosto de comer, mesmo. Comer as coisas que eu gosto, claro. As quais chamo carinhosamente de "happy food". E gosto de não ter que fazer, também. A comida fica muito melhor quando não sou eu que tenho que fazer. Até porque, eu cozinho mal, como disse. Claro, essa é minha opinião, afinal quem está falando sou eu e não sei de ninguém, só de mim.

Gosto de trabalhar perto da janela. Gosto da luz entrando, da conversa dos pássaros, a movimentação do ar (que muitos chamam de vento, mas é diferente).
Da janela do meu quarto na casa dos meus pais, posso ver um pedaço da minha casa. Acho linda! Talvez, por ser a minha casa. Talvez, por ser linda, mesmo.

Detesto enrolação para dizer qualquer coisa. Algumas situações exigem detalhamento, mas outras, não.
Se eu faço uma pergunta fechada, responda-me sim ou não.
Tem gente que acha que enrolar para falar uma coisa é ser delicado, que é melhor assim e que a resposta direta pode magoar a pessoa.
Infelizmente não tem rosa e nem flores que não magoe uma pessoa, se a resposta que você tiver que dar não for a que ela quer ouvir.
Eu prefiro respostas diretas e objetivas. Sendo ou não o que eu quero ouvir.
Se for o que eu quero ouvir, peço o detalhamento depois do resumo. Aí sim, pode enrolar e detalhar à vontade.
Se não for, fale de uma vez. Fale tudo, não omita nada. Se vou ficar triste ou não, problema meu.
Mas nem que seja para me falar não, me dar um fora, falar que me detesta ou seja lá o que for, prefiro que me falem de uma vez. Um tiro limpo, rápido e certeiro.
Isso fará com que a minha opinião sobre a pessoa, tenha mais chances de ser uma boa opinião.
Ser direto exige coragem e caráter. Não que tenha que ser dito de qualquer forma, mas tem que ser dito.
O que os olhos não veem, o coração não sente. Mas o que os olhos descobrem, o coração sente dobrado.
Antes ficar triste por uma verdade do que ser desrespeitado pela falta de caráter e coragem.
Não querendo ser egoísta, mas já sendo, penso em mim em primeiro lugar. E é assim que tem que ser! O amor próprio deve vir primeiro, para qualquer pessoa.
Fechem as janelas que devem ser fechadas, abram as portas que devem ser abertas.
Feche-se para o passado, abra-se para o presente e futuro!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Na minha época, nada! Minha época é agora!

Sempre tem um para falar que "na minha época blablabla".
Resolvi pensar na minha época.
Não sei se o McDonalds era mais barato. Não lembro. Meus pais pagavam para mim e nem adianta perguntar para eles porque eles vão falar que "sei lá".
Eu lembro que os discos de vinil não eram essa fortuna que é hoje. Não beiravam as casas centesimais, não, isso eu lembro.
Chocolate, lápis, caneta, borracha, caderno, não sei.

Eu lembro de ouvir que não tinha dinheiro, que era caro, que agora não dava, que não tinha. Então eu nem pedia nada porque já sabia a resposta.
Pode ser por isso que eu nem lembro. Nem procurava saber do preço de nada porque já sabia que a resposta era uma das alternativas acima.

Mas que eu me lembre, desde quando eu comecei a pagar as minhas contas, para cá, não teve grandes mudanças. Grandes mudanças para cima, porque para baixo teve, sim.
Eu paguei uns R$14,00 em um batom que, hoje, é vendido por R$8,00.
Paguei bem uns R$80,00 ou quase isso nas "Crônicas de Nárnia", que eu já recebi promoções onde custava R$30,00 ou nem isso.

Sorvete, só os de fruta. E como eu não procurava nem saber o preço porque já sabia que não ia dar, não tenho parâmetro para falar se o preço subiu ou desceu, em relação aos "só Cornettos", que eu tomo hoje.
Realmente, o meu AllStar Bota foi por volta de uns R$99,00 e esses dias eu vi por uns R$170,00, mais ou menos. Mas isso não foi na minha época nos idos dos Anos 80, foi há uns seis anos, por aí.

O fato é que parece ser da natureza do ser humano, sempre ter um motivo para falar que a outra época era melhor. Pode ser a época que já passou ou a que ainda vai passar, mas sempre tem alguém para falar que "na minha época blablabla", e é sempre reclamando do que está acontecendo agora. Sempre reclamando do que não tem e do que tem. O que não tem mais era bom, o que tem agora é ruim. Mas na época que era bom, ninguém falava que era bom. Esperou perder para reconhecer o valor da coisa (um dos grandes defeitos das pessoas e principalmente, de muitos homens).

Se eu pensar nos meus gastos, eu acho que estou bem equilibrada entre o antes e o depois. Tem coisas que eram melhores, antes. Tem coisas que são melhores agora. E pode ser que depois, terão coisas que serão bem melhores do que antes e do que agora.

O problema é que não damos o devido valor para as coisas (e pessoas, também) que temos e estamos sempre reclamando do que não temos, do que temos de errado e do que queremos ter.

A solução é que a gente pare de pensar no que não temos ou queremos ter (exceto quando estamos fazendo planos para ter), no que já passou ou no que ainda nem chegou (exceto quando estamos fazendo planos para quando chegar e, não reclamando, mas se divertindo com o que passou), no que já foi ou no que ainda vai ser. A solução é viver o momento presente, o que somos, o que temos, o que vivemos.
O que passou, não temos como mudar. O que ainda vem, não temos como saber. O negócio é trabalhar com as ferramentas que temos. E temos coisas maravilhosas. Montes delas.
Já passou da hora de agradecermos e darmos o devido valor ao que temos e a quem temos.
Sem que você perceba, o "antes" vira "agora" e em seguida vira "depois". O tempo não passa, nós é que passamos por ele.
Se não passarmos pelo tempo no seu devido momento, perderemos o tempo e o momento. Se não agradecermos o que temos e quem temos, enquanto temos, não teremos mais nada. Nem "antes", nem "agora", tudo será só "depois". E "depois", não adianta reclamar!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Tudo por causa de um prédio feio.

Da janela do meu quarto na casa dos meus pais, vejo um prédio bem feio. O prédio já é feio, tem uns toldos rasgados, é sujo e parece desses prédios invadidos por moradores de rua, sabe?!
Não sei se tem uma varanda, área de serviço ou algo nesse sentido, mas o prédio já é feio, piora quando um dos apartamentos ostenta uma toalha pendurada na janela. Mas eles têm tv a cabo.
Um carro foi parado pela polícia, no minhocão, na frente do prédio feio.
Talvez, se fosse um prédio comum, não causaria tanto espanto. Seria mais um dia comum, em uma cidade comum.
Mas quando o prédio é feio, uma toalha na janela e uma batida policial na porta deixa tudo ainda mais feio.
E se tentar consertar trazendo coisas de fora, ao invés de arrumar de dentro para fora, piora tudo. Se tentar colocar um quadro ou uma cortina bonita, piorou. Será uma coisinha bonitinha no meio de uma grande coisa feia. O que era para melhorar só estragou mais. A coisa bonita que era para esconder um pouco a coisa feia, só deixou a coisa feia mais destacada.
O negócio é arrumar de dentro para fora, sabe? Como a nossa vida. Ou você começa a arrumar de dentro para fora, vai até a causa do problema e corrige, ou esquece. Porque tentar esconder um problema, um defeito, uma coisa feia, só vai deixá-la mais evidente.
Imagine uma chuva como essas que cairão, provavelmente, o verão todo. Uma chuva dessas em cima de uma bela casa, é uma cena romântica, linda, com vontade de tomar um chocolate quente em Campos do Jordão.
Agora, uma chuva dessas em cima do prédio que eu falei... o prédio não vai cair, mas toda essa feiúra junto e mais essa chuvarada em cima dele, causa essa impressão, certeza!
E não querendo dar a lição de moral, mas já dando, nossas vidas são assim. Ou a gente conserta de dentro para fora, direto da raiz, ou viveremos na coisa feia. Olhando, fazendo e vivendo uma vida muito feia, muito mais feia. Sem esperanças, sem rumo, sem partida e sem chegada a lugar algum.
E pensar que tudo começou por causa de um prédio feio.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Personagens não me pertencem!

Já li coisas que me fizeram pensar em como as pessoas podem ser tão imbecis e prepotentes. Falam um monte de coisas que, para mim, não significam nada e não tenho o menor interesse.
Se eu quisesse ser famosa, poderia falar um monte dessas coisas sobre as quais li e leio eventualmente, quando não dá tempo de virar o rosto. Bastaria entrar para um reality show qualquer, pagar de gostosa, falar sobre minhas estripolias sexuais, falar sobre como sou muito boa fazendo isso e aquilo, falar sobre como os outros são ruins, cantar qualquer besteira e fazer uma coreografia mais besta ainda. Depois, quando ninguém mais se lembrasse de mim, eu poderia voltar com um livro sobre meus amantes, pagar de lésbica em alguma revista, deixar que me fotografem sem calcinha, sem sutiã ou sem qualquer outra coisa, desde que me mostrem em algum lugar.

Eu acredito que, no caso de escolhas, como gostar ou não de determinada banda, livro e afins, não existe certo ou errado, bom ou mau. Tem quem goste de Machado de Assis e tem quem ache um saco. Tem quem goste de Beatles e tem quem ache um saco. Tem quem ache o Paulo Coelho, um bocó. E tem quem ache que seu lugar na Academia Brasileira de Letras é merecido, goste ou não.

Eu sempre defendi o respeito pela opinião dos outros, mesmo que não estejam de acordo com as minhas. Mas como eu não sou de ferro, não sou perfeita e ainda não atingi o Nirvana, e mais do que isso, também tenho os meus gostos e desgostos, também me revolto com muitas coisas, também desço a lenha em muita gente. Embora eu prefira fazer isso de forma mais discreta e em círculos mais fechados, eu também faço!
Que me desculpem aqueles que se sentirem ofendidos, minha intenção, realmente, não é essa.

Mas eu me orgulho, e muito, de não me valer da minha bunda, das minhas trepadas, do que eu julgo ser irônico e sarcástico, do que eu acho que é engraçado e acho que é o que os outros vão gostar, e quem sabe até, da minha arrogância inventada, para pagar as minhas contas.
Quem escreve aqui sou eu, de mim e para mim. Não estou à venda, nem para locação. Não penso na repercussão antes e escrevo depois. Faço o que eu preciso, o que eu quero e o que eu gosto.
Não chego lá em cima interpretando personagens que os outros preferem. Chego lá em cima seguindo os roteiros que eu escrevo.