Ovelhas Incandescentes

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Todo ano é novo, todo dia é novo.

Eu me começo de novo todos os dias.
Os dias não nascem à toa. Não terminam por nada.
Os dias começam para a gente fazer algo dar certo. Terminam para a gente acabar logo com isso e se esconder debaixo dos travesseiros, se algo estiver dando errado.
Terminam para que a gente faça mais uma coisa boa, se tudo deu certo. Para que a gente faça mais uma coisa boa no dia seguinte. Para que tudo dê certo ou para que tudo dê certo de novo.
O dia nasce para que você seja feliz e termina para que você seja feliz mais uma vez. Ou para que você comece de novo e faça a coisa dar certo, desta vez.
Pode ser que nem tudo seja do jeito que você quer, hoje. Mas amanhã, tem um dia novinho, te esperando para nascer, para você fazer e acontecer.

Isso não significa que você pode deixar tudo para amanhã. O amanhã não é reserva, não é o lápis a mais que fica no estojo, a blusa de frio que fica na bolsa, nem o guarda-chuva que não sai da mochila porque "vai que chove". Todo ano é novo, todo dia é novo. Não espere chegar o 1° de janeiro para ser feliz ou fazer o que você quer.
O amanhã é a segunda chance que se tem de fazer a coisa certa.
Só não dependa do amanhã para ser feliz, porque você pode ser feliz hoje. E principalmente, porque você pode ser feliz hoje e amanhã. E você pode começar a ser feliz agora mesmo!

Um espetacular final de 2010 e um ano inteiro de 2011, espetacular, para todos nós!

Em cada ponto iluminado do céu moram os Deuses. Eu pensava assim quando era pequena. E ainda penso.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um conto de natal.

Não inventei nada. Essa é a realidade desta minha família brasileira.
Comemoramos o Natal na minha família, fazemos a ceia na passagem do dia 24 para o dia 25, isso acontece desde que eu me lembre, e eu me lembro muito. Montamos árvore de natal, trocamos presentes, nos abraçamos e desejamos feliz natal. Muitas vezes, fazemos uma oração à meia-noite.
Acho um saco passar o dia cozinhando e limpando a casa (não cozinho mas ajudo na cozinha e na limpeza, valeu?), mas aprendi a gostar do Natal.
Não é que eu não gostasse, mas fora essa de cozinhar e limpar a casa, sobra tudo para a minha mãe e para a minha tia. Mas à noite, quase perto da meia-noite, já está todo mundo aqui, prontinho para comer e, se pans, levar uma quentinha para casa. Já teve até quem falasse: "Ai, eu só não te ajudo porque a cozinha é pequena".

Quando eu era pequena, tinha vontade de chorar. Não sei porque, mas lembro que em Natal e Ano-Novo, perto da meia-noite, eu tinha vontade de chorar.
Mas fora isso, eu começava a ficar com sono, ainda tinha que arrumar a cama e o quarto estava sempre bagunçado porque tinha um monte de bolsas de um monte de gente que ia chegando e iam colocando tudo na nossa cama e eu ficava nervosa porque estava com sono e ainda não podia dormir porque ainda tinha que arrumar a cama e um lugar para todas aquelas bolsas intrusas, e tudo isso sem parecer que eu estava expulsando as bolsas da minha cama e aí era mais um motivo para me dar vontade de chorar, porque eu estava nervosa porque estava com sono, mas ainda tinha que arrumar a cama, não dava para só deitar e dormir, e eu fico muito mal-humorada quando estou com sono e mais ainda quando estou com sono e não posso dormir... mas aí eu era a chata da história. Sempre fui a chata da família, por um motivo ou outro, mas a chata era sempre eu.

E no dia seguinte, todos já foram, muito bem alimentados, felizes e com suas quentinhas, mas lá está a nossa casa para limpar novamente, depois da bagunça da festa.
E acho que é isso que sempre me irritou no natal, um monte de gente para festejar, mas não um monte de gente para promover e cuidar do evento... é foda!

Mas essa é a parte chata e mal-humorada da coisa. Tem a parte boa, também. Um monte de comida boa, conversas e risadas com a família unida, nem todo mundo da família cai fora, tem muita gente da família que também ajuda e muito, tem presentes (e quem não gosta de ganhar presentes?), e a gente se diverte.

Minha irmã me ensinou a gostar do natal, da casa cheia, da família unida, de comemorar as datas que devem ou deveriam ser comemoradas. Não fosse ela, não teria árvore de natal aqui em casa, piorou o pisca-pisca na varanda. É ela quem monta a árvore, as duas. Da casa dela e daqui de casa.
Estou de mudanças... de muitas mudanças, de todas as mudanças. Imagino minha casa no natal, com as intervenções natalinas da minha irmã. E ela já disse que será minha consultora de enfeites natalinos e transformará minha casa na Estátua da Liberdade, no natal. =]

Aniversário de Jesus? Sim, nós sabemos. Viemos de uma formação católica, mesmo que não sejamos, exatamente, praticantes. Nossa consciência cresceu um pouco mais, mas jamais ignoramos o fato de que, apesar da festa, presentes e pisca-pisca, neste dia se comemora o nascimento de Jesus. Mas o fato a ser tratado aqui, é o que eu aprendi agora e não o que eu já aprendi antes.

E eu aprendi a ver as coisas boas, mesmo sabendo que as coisas ruins existem. Aprendi a dar mais atenção para o lado bom, a agradecer mais e reclamar menos, a ter um copo metade cheio e aprendi que apesar das coisas ruins, do trabalho, da encheção de saco e de tudo que for chato, sempre tem coisas boas na minha vida. E a minha família é uma delas.
Por mais que tudo sempre tenha o seu lado chato, o lado bom sempre compensa. Eu aprendi com a minha irmã.
Eu ainda sou a chata da família, mas hoje, eu também tenho um lado muito mais legal.


Eu e minha irmã Raquel. Almoço de Natal, 25/12/2007.

Obrigada pela minha família!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Não acomodar com o que incomoda!

Não podemos mudar as pessoas, mas podemos nos mudar. Nos mudar do emprego, do casamento, da faculdade, de qualquer coisa.
Nos mudar do jeito que somos, nos mudar dos amigos que temos, nos mudar da vida que levamos.
Às vezes, as mudanças vem primeiro. O emprego nos muda dele, o casamento nos muda dele, a faculdade não nos muda dela, mas parece que pede para a gente pegar nossas coisas e sair correndinho. Qualquer coisa pode se mudar da gente, antes que a gente se mude dela.

Dizem que alguns problemas de saúde estão relacionados ao nosso comportamento.
Problemas no intestino, por exemplo, estão relacionados à recusa em ter mudanças e não querer largar o passado. Não tenho porque não acreditar nisso e não sei sobre outros problemas de saúde, mas, esse, eu posso afirmar que está certo. Não, não se preocupe, eu não vou falar da minha relação com o banheiro, mas acho que não há problemas em dizer que hoje estou bem com ele e aceito de bom grado todas as mudanças que acontecem na minha vida.

Mudanças também ensinam muitas coisas e algumas você tem que aceitar, mesmo que não goste.
A gente sempre acha que pode mudar as pessoas, que vai ser diferente, que fulano(a) vai mudar. Às vezes, isso pode acontecer, mas da mesma forma, também pode não acontecer. E lamento, mas você terá que engolir isso. Você, eu e toda a torcida da Fiel.

Não podemos mudar os outros, mas podemos nos mudar. Portanto, se você não está satisfeita(o) com qualquer coisa na sua vida, aquele ditado cretino é muito válido: "Os incomodados que se mudem".
Mude. Você não tem que aguentar uma situação que não gosta. Você não tem que aceitar nada que não goste. E não confunda com o "alguém tem que ceder", que há em todo relacionamento. Tem coisas que temos que ceder mesmo, mas tem coisas que são inaceitáveis e você não precisa ser a exceção se não quiser, se mude!
* A frase "Não acomodar com o que incomoda" faz parte da letra "Criado-Mudo", da espetacular trupe "O Teatro Mágico".