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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Eu aprendi a gostar de Machado!

Machado de Assis


Joaquim Maria Machado de Assis nasceu pobre e epilético. Era filho de Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis, neto de escravos alforriados. Foi criado no morro do Livramento, no Rio de Janeiro. Ajudava a família como podia, não tendo freqüentado regularmente a escola.
Sua instrução veio por conta própria, devido ao interesse que tinha em todos os tipos de leitura. Graças a seu talento e a uma enorme força de vontade, superou todas essas dificuldades e tornou-se em um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Continue lendo a biografia de Machado de Assis


Livros de Machado de Assis:
O próprio Brás Cubas fala de sua vida, suas vitórias e derrotas, do começo ao fim... ou melhor, do fim ao começo, por isso é "póstumas", ele já morreu.
Assumo que passou a me interessar a partir da página 50 do meu exemplar. Até lá, foi dureza. Uma sequência de dorme e acorda. O que me lembra outra coisa. Esse negócio de que quando dá sono é porque o livro é chato, é mentira. Eu durmo com qualquer livro e o meu sono vem em qualquer hora. Aliás, adoro ler, dormir um pouquinho se der sono e quando acordo, já pego o livro e continuo de onde parei, só volto um pouquinho, para me situar.
E se você não gostar do começo, vale ler pelo fim. A frase que fecha o livro é fantástica, mas só terá efeito, mesmo, se ler do começo ao fim do livro.
A primeira vez que li, logo no começo, já não entendi. Voltei algumas páginas, voltei mais e quanto mais eu voltava, menos eu entendia. Achei que Machado era UM SACO e descobri que achava isso porque eu ouvia muita gente falando isso e meio que "criei anticorpos" =]
Quando resolvi ler direito, vi que as pessoas falam merda, até eu falo. Não era nada disso e aqui eu aconselho a qualquer pessoa e a todas as pessoas: Leiam por vocês mesmos. Não importa o que digam, não tomem opiniões públicas. Leiam e formem suas próprias opiniões!
'Tá aí um que desde sempre, ouvi que era um saco. Deve ser mesmo, porque eu, que sou do contra, gostei! =]
Bentinho estava destinado a ser padre, mas se apaixona pela amiga de infância, Capitu, ele chega a ir para o seminário, volta, deixa de ser padre, casa com a Capitu e aí você acha que foram felizes para sempre. Bom, eles até foram... um pouco... é, foram, mas dá uma zona que só lendo.
Esqueça tudo o que você ouviu sobre esse livro ser um saco, porque não é, não.
Lembrando que essa é a minha opinião, obviamente pelo fato do blog ser meu, mas se você não gosta é um direito que você tem e que eu respeito totalmente.

Livros sobre Machado de Assis:











E para os de ouvido:

Machado de Assis, Audiobook. Poesias, Contos E Crônicas

Mais uma coisa:
Lendo Memórias Póstumas de Brás Cubas, me deparei com a frase:

"Os olhos chisparam e trocaram a expressão usual por outra, meia doce e meia triste." (ASSIS, 2008, p.61)

Muito bem, o que é que tem de errado na cena?
Eu aprendi que MEIO refere-se a UM POUCO, UM TANTO. E MEIA, refere-se à metade de algo.
Não sei se essas regras gramaticais mudaram de 1881 para cá, mas hoje, a frase seria escrita assim:

"Os olhos chisparam e trocaram a expressão usual por outra, meio doce e meio triste."

E agora? Vou arder no mármore do inferno por estar insinuando que um "imortal" errou?
Não sei e nem me interesso em saber se foi erro do Machado ou da revisão, ou se na época estava certo, mas o fato é que QUALQUER UM E TODOS ERRAM!
Então aí vai mais um conselho:
É super legal escrever e querer escrever corretamente, mas não transforme o português num carrasco.
Pare de encher o saco de qualquer erro cometido por aí. Eu sei que tem erros que saltam aos nosso olhos, mas esses erros são bem pessoais. Tem gente que tira as crases de letra, tem gente que não e por aí vai que não tem fim!
Pare de implicar com erros de português, porque TODO MUNDO ERRA!