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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Aborto: nem contra, nem a favor.

Publicado no blog "Os 3 de Esparta" em 2 de outubro de 2010.


O que se discute nesse caso não é bem o direito que a mulher tem ou não tem sobre o próprio corpo, mas o direito que ela deve ter sobre o corpo que não é dela, mas que está dentro dela.
Não defendo, nem julgo quem é a favor ou contra, mas considero algumas informações adicionais.

É justo uma mulher violentada ter um filho que não quis e que pode não ter condições físicas ou psicológicas de criar? A criança não tem culpa, mas e a mãe? Também não tem.
É justo uma mãe levar uma gravidez adiante, sabendo que ela corre riscos? É justo a mãe morrer e a criança já nascer órfã?
É justo uma mãe levar uma gravidez adiante, sabendo que a criança tem problemas e que não poderá levar uma vida normal? E por “normal”, não se trata de uma criança cega, surda ou muda, mas alguém que poderá passar a vida em estado vegetativo.
É justo uma criança virar mãe? Sendo que a maioria dessas crianças são violentadas e não tem ideia do que está acontecendo.

Por isso, sou a favor do aborto!

Mas, é justo uma pessoa ser morta, ou impedida de nascer porque os pais (sim, os dois, o casal, porque a criança não foi feita sozinha), não se preveniram, não tomaram os cuidados necessários, não fizeram o que deveriam fazer para evitar a gravidez?
É justo uma pessoa que nem nasceu pagar pela irresponsabilidade de outras duas pessoas, sendo que em muitos desses casos, essas duas pessoas são bem informadas e tem recursos para evitar a gravidez?
É justo matar quem ainda não nasceu porque faltou raciocínio e maturidade na hora de transar? Porque o tesão era tanto que foi como foi e foda-se o resto, mesmo que o resto seja uma pessoa que pode nascer dessa falta de raciocínio, maturidade e responsabilidade.

Por isso, sou contra o aborto!

E apesar dos prós e contras, há outros fatos a serem considerados, também.
A camisinha que estourou, o anticoncepcional que não funcionou, a falta de informação que, muitas vezes, é culpa dos pais, sim. Infelizmente, há pais que, por burrice, ignorância ou por proteção exagerada, não conversam com seus filhos e nem deixam seus filhos conversarem. Não ensinam, nem deixam que eles aprendam. E por isso, muitos acabam fazendo escondido, seja lá o que fizerem.
E há também, aqueles filhos que não tem pais, não tem família, não tem ninguém próximo ou com intimidade suficiente para conversar, muito menos, “cara” de chegar em alguém para conversar. E isso é bastante compreensível.

Por isso, não sou contra, nem a favor do aborto.

E por tudo isso, além do que está fora do meu conhecimento sobre esse assunto, é que o aborto deve ser analisado, não como causa (porque não é), mas como a consequência, porque alguma coisa aconteceu para que tivesse que ser feito um aborto. Ele não existe por si só, de forma isolada, por nada. Há uma situação na qual ele está envolvido, e é essa situação que deve ser analisada antes de baterem o martelo em ser contra ou a favor do aborto.

3 comentários:

  1. Quando eu estava no primeiro ano do ensino médio, tinha uma amiga que era uma das garotas mais lindas da escola. Um dia ela me contou que havia feito um aborto, a pedido de seu namorado. Fiquei muito assustado com os detalhes que ela me contou e de como tudo acabou com aquela criança morta naquela mesa de metal. Acho que a opinião de cada pessoa sobre esse assunto varia muito e depende bastante da crença pessoal de cada ser. Como eu sou espírita, a minha opinião vai de acordo com a "lei de causa e efeito" e a "lei da reencarnação". Prá mim, só se justifica um aborto quando a mãe corre risco de morte. Sobre os outros casos, quando a mãe não deseja a criança (saudável ou não), o mais sensato seria deixar a gravidez correr normalmente e depois entregá-la a alguma instituição que possa a encaminhar para uma adoção. Isso não precisa ser feito de forma clandestina... pode ser feito de acordo com a lei. Penso que eu odiaria ser arrancado do útero da minha mãe pois adoro minha vida !

    =)

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  2. Sou contra o aborto:Mesmo que apenas um feto, o "indivíduo" já serve a este mundo, suas substâncias químicas conseguem formar e desenvolver um ser vivo, e se formos parar para pensar em quantas pesquisas e no avanço que o homem faz buscando células tronco, regenerar partes... aquilo que naturalmente a química do feto faz, e todo ácido retinóico que é produzido no feto e que os indivíduos buscam para rejuvenecer e é produzido na fase fetal... sem contar que é uma VIDA e que não se pode descartar como qualquer lixo.
    Ao mesmo tempo não totalmente contra o aborto: em casos como o estupro não se pode condenar mais ainda obrigando uma mãe ter um fruto da maldade, e ao mesmo tempo um ser vivo vir ao mundo já fruto de uma criminalidade tendo que carregar um fardo deste, é até perigoso contaminar toda a sociedade porque se está criança nasce fruto de um estupro se não tem forças para pegar o caminho do bem pode virar estuprador tb. Então eu abro esta exessão a favor mas espero que verdadeiramente ela nunca seje preciso porque daí é sinal de que também não existe a criminalidade como esta.
    Jennifer Vieira Raphi

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    1. Sim, Jennifer, por isso não sou nem contra, nem a favor. Pq sou contra, mas há esses casos em q se faz necessário.

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