Ovelhas Incandescentes

Ovelhas Incandescentes

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Um pouco de Clarice Lispector

Clarice Lispector nasceu em 10 de dezembro de 1920, em Tchetchelnik, na Ucrânia. Em 1922, vem com sua família para o Brasil e passam a morar em Maceió. Em 1938 se muda para o Rio de Janeiro, onde dá aulas de português e matemática. Em 1940, lança seu primeiro conto "Triunfo", e em 1943, lança seu primeiro livro "Perto do coração selvagem", que recebe o prêmio Graça Aranha por melhor romance de 1943. Em 1946, lança seu segundo livro "O lustre" e em 1949, "Cidade Sitiada".
Em 1952, escreve para a página "Entre mulheres", do jornal Comício, sob o pseudônimo de Tereza Quadros e em 1959, como Helen Palmer, assume a coluna "Correio Feminino - Feira de Utilidades", para o jornal carioca "Correio da manhã". Nessa época, Clarice Lispector já havia publicado inúmeros contos e seus livros só pararam com sua morte, em 1977.
Continue lendo sobre essa fantástica escritora no site Clarice Lispector

Fonte: http://www.claricelispector.com.br/Default.aspx

Alguns livros de Clarice Lispector:
A HORA DA ESTRELA

Conta a história de Macabéa. Uma nordestina sem família e sem amigos, que mora no Rio de Janeiro. Leva uma vida de nada, com um emprego medíocre.
Sua vida parece que irá mudar, quando resolve se consultar com uma cartomante. E, realmente, sua vida muda.


Lóri e Ulisses se amam, quase nem se falam e mantêm uma espécie de relacionamento à distância. Passam o livro todo esperando a hora certa de irem pra cama.
O que é perda de tempo para uns, é uma preparação para outros.
É o que acontece com Lóri e Ulisses.
Alguns livros sobre Clarice Lispector:

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O conto da caixa.

Para o meu amado sobrinho Miguel, que ouviu a história primeiro. Ele até presenciou a batalha, mas, talvez, fosse muito pequeno para se lembrar. =]

Lindas e encantadoras, as caixas podem ser mais do que se espera delas.

Era uma vez, uma caixa. Mas não, qualquer caixa. Essa era: A caixa malvada. E andava pelo mundo, fazendo malvadezas com quem pudesse.

Um dia se enfiou em uma casa, em busca de mais malvadezas, e decidiu se esconder no armário.
Sua mentalidade maligna era tanta, que resolveu passar o tempo que fosse preciso, adormecida no armário, esperando o momento certo de agir. Aquele que seria o momento mais importante de sua vida, porque nunca, ninguém, jamais o esqueceria.

E foi com este malévolo pensamento, que lá no armário, ela ficou.
Não importa por quanto tempo ela dormiu, mas eu, que presenciei o fato, que estive lá e sobrevivi para contar a história, posso afirmar que ela ficou lá por muito tempo.
Tempo suficiente para ser esquecida. Afinal, quem se lembraria de uma reles caixa de telefone? Quem poderia imaginar que uma reles caixa de telefone fosse capaz de tão ardiloso plano?
Como seria possível que uma caixa... sim, uma caixa, que se infiltrou entre outras tantas milhares de caixas de telefone, com um propósito específico e completamente diferente do que se espera de uma caixa de telefone... uma caixa de telefone espera alguma coisa? Essa esperava. Só o momento certo de atacar.

Não sei, não me perguntem mais sobre ela, porque dela, eu não sei. Só sei o que vi e o que vi foi horrível. Como pôde... uma caixa.

Então, de manhã, no primeiro dia do verão, minha mãe foi tomar café e resolveu fazer um lanche naquele negócio de fazer lanches com pão de forma, que eu nunca sei o nome, mas chamo de tostequeira.
Arrumou o pão, presunto e na falta de queijo, foi requeijão, mesmo. Ligou o fogo baixo e lá ficou ele.
Foi então que se lembrou de guardar o feijão. Levou-o até o armário do canto, que fica logo na entrada... e foi aí que aconteceu.

A caixa caiu se jogou em cima dela, em um ataque feroz. Minha mãe pegou a caixa e colocou na prateleira dominou-a com facilidade, apesar do ataque surpresa, empurrando-a de volta para a escuridão.
Novamente, ela caiu ela saltou, em um ataque de fúria, para cima de minha mãe.
Me lembro de ter falado: "Mãe, seu lanche 'tá cheirando".
Mas nesse momento, minha mãe já nem se lembrava mais que tinha um lanche no fogo. Travara uma batalha terrível, com aquela que era mais do que uma caixa.
O cheiro de "coisa no fogo" foi mudando lenta e ao mesmo tempo, rapidamente para um cheiro de "coisa queimando".
Minha mãe conseguiu ou pensou que tivesse conseguido colocar a caixa na prateleira de novo vencer a caixa, mas ela caiu de novo atacou minha mãe com uma violência jamais vista (para uma caixa?).
Finalmente, mamãe arrumou um lugar para guardar aquela porcaria venceu e a mandou para o breu de onde nunca deveria ter saído, exceto para o lixo.
Mas, tarde demais. A fumaça subia... o cheiro se alastrava... seu lanche já tinha perecido na tostequeira.
Só restou a minha mãe, xingar a caixa do telefone, que estava na hora errada, no lugar errado e culpar violentamente a caixa, que a fez perder seu lanche, hahaha lamentar como pode haver tanta perversidade no mundo das caixas. Sim, porque aquela caixa fez de propósito. Ela caiu de propósito, para distrair minha mãe e fazê-la esquecer que tinha um lanche no fogo.

É por isso que eu digo, crianças: Não se engane, não se deixe levar pelas aparências (das caixas?). Não deixe que uma caixa estrague o café da manhã de vocês.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Amar não significa a mesma coisa.


Ontem eu lembrei de você e chorei. Chorei porque a saudade bateu e chorei porque lembrei de você.
Chorei primeiro, lembrei depois.
Deu vontade, chorei (eu sou assim, choro quando dá vontade e às vezes, tenho vontade). Quis saber por que me deu vontade de chorar, descobri. Porque lembrei de você.

Porque a minha ficha pode ter caído, mas acho que acabei prendendo a linha. E isso acontece de vez em quando. Já aconteceu antes, agora e sei que vai continuar assim.
Eu não preciso de mais explicações, eu sei o que acontece. Eu sei para onde vamos, eu sei porque vamos e eu sei que nós VAMOS. Todos nós.

Mas o problema não é morrer, o problema é ficar.

Ficar para pensar em quando estava vivo, ficar para pensar no que deu certo, no que não deu certo, na chance perdida, nas palavras que não foram ditas, no abraço que não foi dado, no sorriso que não foi mostrado, no doce que não foi comido, na companhia que não foi compartilhada, no encontro que não foi marcado... no pedaço que ficou faltando.

Por isso eu acho absurdamente importante falar para uma pessoa o quanto você gosta dela. Para sua mãe, para o seu pai, para os seus irmãos, amigos, gatos, cachorros, hamsters, professores, cantores, toda e qualquer pessoa que você goste. Diga para ela que você gosta dela.
Porque se ela morrer primeiro que você, você vai se sentir muito menos triste, de saber que você falou para essa pessoa, o quanto gostava dela.
E que, embora nunca mais a veja, vai agradecer por ter tido a chance de, um dia ter dito, o quanto ela era importante na sua vida.

Eu sei que não ouvirei mais um "E aí, Rê?". Mas eu fico feliz de lembrar do dia em que eu ouvi esse único "E aí, Rê?", por ter te abraçado e por você ter visto que eu gostava de você. E só por isso, já me sinto grata.
Obrigada pelo "E aí, Rê?", pelo abraço, pelo sorriso, pela foto, pela atenção e carinho que você sempre deu a cada um e a todos. Eu sempre lembrarei de você, posso até chorar, mas sempre sorrirei quando lembrar, e sempre agradecerei por você.

E como eu te falei uma vez, sempre vou gostar muito de você!

"Quando olhares o céu de noite, porque numa das estrelas estarei rindo, será como se todas as estrelas te rissem!
Tu terás estrelas que sabem rir!
E quando te houveres consolado - a gente sempre se consola - tu te sentirás contente por ter me conhecido.
Tu serás sempre meu amigo". - O Pequeno Príncipe

E mais uma vez eu agradeço por ter te conhecido e te falado: - Gosto muito de você!

*Esse post é para uma pessoa, sim. Alguém que já partiu para outros ares, mas que continuo sendo fã, sim.
Mas o conselho é de forma geral: Eu te amo, não significa que você queira casar com a pessoa. Amigos também dizem "Eu te amo", famílias, parentes, animais, todos dizem. Não perca a chance de dizer que gosta de quem você gosta. Se ela vai entender ou não, o significado correto, já não é problema seu. Mas diga e fique feliz por isso, por mais simples que pareça, parece que não é tão fácil e nem metade das pessoas conseguem. Mas tenha certeza que para você, valerá a pena.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

...e seguiu andando! Final.


- Quem é Marcia? Amiga da escola?
- "É, e ela acompanhou de perto, e riu de perto, também, quando o Nelson falou que eu era a menina que gostava do outro lá. AIMEUDEUS! Eu, nunca soube o nome dele, mas ele era muito parecido com o nosso amigo, Willian. E toda vez que esse menino passava, era inevitável falar que ele era a cara do Willian. E como a gente era muito (in)discreta, ele percebeu que a gente falava dele (só não sabia o que era)".
- Rá, o que aconteceu? Ele achou que você gostava dele?
- "Uma vez, falando para o Nelson que esse menino era a cara do Willian, o Nelson falou, que esse menino falou, que tinha uma menina da nossa sala que gostava dele (dele que eu digo, é esse menino), mas que ninguém sabia quem era porque meu amigo já tinha mostrado todas as meninas da sala e não era nenhuma delas. Mais tarde me vem o Nelson falar que descobriu quem era a menina, se liga".

Nelson: - Descobri quem é a menina.
Eu: - Quem?
Nelson: Você!
Eu: - O QUÊ?
Marcia: - QUEM?
Nelson: - É, você. Eu mostrei todas as meninas, menos você porque já sabia que não era. Perguntei para ele se era uma de cabelão preto, calça vermelha, ele falou que era. A única assim é você.

- "MEUDEUS... a calça bailarina vermelha. Obrigatória para andar de patins com as meninas. Cada uma na sua cor, a minha era vermelha. Que saudade!"
- Vai, gata, continua, o que aconteceu?
- "Merda-a... o negócio deu merda-a... ".

Eu: - Pirou?
Marcia: - Ixi, bateu a cabeça, foi? Ela gosta de outro menino, nem daqui ele é, é lá de cima.

- Como assim, lá de cima?
- "A escola parecia uma casa enorme, tipo um sobrado, ele estudava no andar de cima. Na sala onde a gente fez a sétima série".

Eu: - Ah, tá. Agora eu entendi porque a menina lá, me olha feio.
Marcia: - Ih, nada a ver, meu.
Nelson: - E aí, vão me explicar ou preferem que eu adivinhe?

- "Haha, o Nelson sempre foi meio tosquinho, tipo eu".
- Prossiga, gata!

Eu: - Toda vez que ele passa pela gente, a gente fala: "Olha o Willian". Ele deve ter percebido que a gente falava dele.
Marcia: - É, percebeu. Só não percebeu o que era.
Nelson: - Ah, e ele deve ter falado alguma coisa para a menina que ele fica, só pode.
Marcia: - Mal sabe ela. E se ela falou alguma coisa para o outro, ainda queimou o seu filme.
Eu: - PUTAMERDA!
Nelson: - Por quê? O que "mal sabe ela"?
Eu: - Mal sabe ela que eu, realmente, estava interessada... era no IRMÃO DELA!
Nelson e Marcia: - HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!! Perdeu a chance de ficar com ele e ainda deve estar te chamando de galinha! Hahahahahahaha!

- MEUDEUS! Hahahahahaha!
- "Ri, filha, ri. Ri mesmo, que não foi com você. Eu até sonhava com esse menino. Eu e a Marcia chamávamos ele de Tom Hanks, porque ele lembrava o Tom Hanks. Hahahaha... só a gente. Marcia, querida, por onde andará você?"
- Essa escola deve ter sido boa, hein?
- "Todas foram. Acho que todas são! Claro que teve aqueles momentos que você acha que vai morrer, mas depois, você vê que foram os melhores momentos da sua vida. A escola daqui do lado, a de lá de baixo, as outras de lá do outro lado e aquela lá longe. Todas tiveram as coisas ruins que, depois que passaram, ficaram muito engraçadas".
- Beijo, abraço e aperto de mão, teve?
- "Claro, foi na quarta série. Mas nada de anormal sobre isso".
- 'Tá bom, de escola já chega. Vamos.
- "Para onde, agora?"
- Para o fim.
- "Mas vai pular um pedação".
- Se a gente passar por todas essas suas... "ruas", viramos andarilhas.
- "Obrigada pela parte que me chama de rodada toca!"
- Eu não chamaria assim, chamaria de... vivência. Você viveu. Todas as coisas pelas quais você passou, todas as pessoas com quem você se relacionou, todas as vezes que você sofreu, riu ou chorou, fazem parte da sua vida. Tire um minuto, apenas, de alguma coisa que possa parecer insignificante, e você já não será mais a mesma pessoa. Nada foi por acaso, nada foi em vão, nada, nada, nada. Até mesmo aquilo, do qual você se arrepende tanto, todas as vezes e tudo do qual você se arrependeu, faz parte de você e se não tivessem acontecido, você não seria quem você é hoje.
- "Acho que vou pensar mais sobre isso, sobre um ponto de vista positivo a meu respeito. Mas não vai querer que eu fale das meninas?"
- Quantas foram e quantas vezes?
- "Duas meninas e três vezes. Duas vezes com uma e uma vez com a outra".
- Não, deixa pra lá. Você tem boas lembranças?
- "Não são ruins, mas se eu não lembrar, não fará falta, entende? Não é uma coisa que eu faço questão de lembrar porque não é que eu não tenha gostado, mas percebi que, realmente, não é para mim".
- Então pode ficar só para você. Vamos terminar o caminho.
- "Nem os que eu dou graças diárias por nunca ter acontecido nada?"
- Principalmente esses, melhor guardar para você. Tranque e jogue a chave fora. Incinere, exploda, imploda, desintegre.
- "Tudo bem, vamos. Metrô, ônibus, passo meio mal no ônibus, mas acostumei. Para esse não me arrependo de ter dado, claro que não. Não me arrependo de nada e faria de novo porque... é o que eu deveria ter feito, mesmo! Mas não posso dizer que era legal porque não era. Claro que a gente se divertiu bastante, brigou bastante, também, mas apesar de tudo que deu certo e de tudo que deu errado, desde o preimeiro beijo, eu sabia que não era para a gente. A gente nunca teve química, nunca teve aquele tesão, mesmo. E eu sempre soube, desde o primeiro encontro. Mas e daí? Quando você gosta da pessoa, você tenta de tudo até o último repertório. Você tem a esperança de que um dia dê certo, mesmo sabendo que nunca dará certo. E isso não é errado, é fazer o que tem que ser feito, na hora que tem que ser feito. Enquanto eu gostava dele, tentei de tudo, mas chegou uma hora que o amor não acompanhava mais a vontade de fazer dar certo... ou talvez fosse o contrário? Mas o fato é que o repertório acabou, o amor também. E ficou aquele maldito post it mental: Sabia que não daria certo. Sim, eu sabia que não daria certo, mas que não daria certo para sempre, que não daria certo no final. Eu sabia que daria certo enquanto eu tentasse fazer dar certo, mas sempre soube que teria um fim, que teria um momento em que... acabou. E apesar de tudo que deu errado e de toda a falta de química, de encaixe, de... toda a falta de tudo que faltava, eu fiz o que deveria ter feito. E fiz muito bem".
- Aí, garota!
- "Foi triste quando terminou, mas o que não é triste quando termina? Triste, mas foi muito melhor assim. Foi um alívio, uma sensação de dever cumprido".
- Isso mesmo, foi dever cumprido. Foi um caminho percorrido. Até o fim.
- "Nunca parei para ver sob a ótica de... itinerário?"
- Não, não é um itinerário...
- "Peregrinação?"
- Não, nada disso...
- "Karma?"
- NÃO!
- "VIA CRUCIS!"
- Chega, cala a boca e escuta. A sua "via crucis" foi o que fez você ser o que você é hoje. Mesmo que você tenha sofrido, além de tudo que te fez feliz, foi o que te ensinou a resolver as coisas. O que você faria se estivesse em um relacionamento que estava na cara que era só mais um lucro? Não, melhor. O que você faria se estivesse apaixonada por um cara que só queria te comer? Choraria? Faria uma macumba?
- "Claro que não... eu pegava logo e aproveitava o que ele tinha para me oferecer (já que estava assim tão fácil), ou eu saía fora de vez e nem lembrava mais da existência do sujeito. Depende, se dá para ser uma amizade colorida legal ou se é só mais uma nas estatísticas dele".
- Isso mesmo! Você faria uma coisa ou outra, mas não ficaria na dúvida e nem se mataria por ela. Poderia até ficar em dúvida no começo, isso é bom, mas só o suficiente para resolver qual dos dois rumos você tomaria. Ou seja, numa encruzilhada, você não morre no meio do caminho, você pega uma estrada. Pode ser que seja a estrada errada, mas você vai seguir até chegar na certa. E esse é o caminho certo: não ficar parado.
E é assim que tem quer ser. Vai lá e faz, não importa se você acertou ou errou, é assim que tem que ser. O que você erra, te faz acertar, para não dizer: "É errando que se aprende". Porque às vezes, gata, nem assim. Mas uma coisa é certa, você pode até insistir no erro, mas aprendeu. Errar de novo, não é que você seja burra (às vezes é), mas tem erros que a gente quer cometer de novo. E de alguma forma, para alguma coisa, eles serviram.
Então ande mesmo, porque de uma forma ou de outra, um quarteirão ou dois, sempre serão mais do que...
- "Sempre serão mais do que alguns caras que eu peguei".
- Também, mas ande mesmo, porque alguns quarteirões sempre serão mais do que "só" lembranças do passado.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Parou, olhou e pensou: "Boa Sorte". E seguiu andando...


Parou, olhou e pensou: "Boa sorte!"

- Boa sorte para quem, gata? Por que desejar boa sorte para os outros se quem está precisando de sorte aqui é você?
- "Ok, consciência querida".

Seguiu andando, olhou para o outro lado da rua... aquele casal, eu conheço... claro... um ex-namorado, agora casado, logo devem vir os filhos. Que bom!
Sempre gostou dele, como namorado ou não... e pensou:

- "Pra esse, eu me arrependo de não ter dado".
- Passa pensamento feio, bate na cabeça 3 vezes e nunca mais pense nisso. Sua fase vadia ruim já passou.

Continuou andando, desceu a rua do sacolão, virou à direita... ali... era... nossa, foi o primeiro namorado.

- "Para esse, eu não me arrependo. Não que ele não seja uma pessoa legal, ele era... o beijo dele é que não era tão legal".
- Prossiga, gata.

Sobe a rua da padaria, passa na frente do banco...

- "Esse era legal... mas nada pra lembrar dele".

Vira na avenida do Banco do Brasil...

- "Ele era legal, nada para lembrar, também, exceto que ele desceu a rua, batendo na porta de todos os apartamentos do primeiro andar, de todos os prédios que tinham pelo caminho até chegar na Barão. É, poderia ter rolado alguma coisa, mas nada que eu me arrependa de não ter feito".

A rua da Pirelli...

- "Não, melhor nem lembrar de nada que tenha acontecido ali. Não que não tenha sido legal, altos momentos ali, mas deixa pra lá".
- Ok, passou, tá passado! Vambora.

Pega o metrô e desce no carrão, ônibus Jd. Rodolfo... chega, tá bom.

- "Aquele lá? Tanto cara melhor, foi pegar aquele? Tudo bem, como a Karina dizia: O que vier é lucro! Que baixaria!"

Tudo bem, viu, gostou, quis dar uns beijos... legal... mas tão idiota!

- "Fora o fato da sala inteira (de cinco pessoas, sendo duas, meus amigos), ter me chamado de... do quê, mesmo? Enfim, me chamaram de alguma coisa, segundo ele. Mas sem problemas, desde quando homem que difama mulher tem algum crédito? Fiquei tão preocupada que no dia seguinte tava com o... ah, sim... esse era muito bacana. Rápido demais, mas foi bom enquanto durou, literalmente. Depois teve o... muito legal e o... muito legal, também. Esses eu guardo comigo".
- Vambora, volta pra cá, saudades de todos por lá.
- "Mas eu espero que um dia a gente se encontre de novo. Todo mundo (todo mundo que é amigo, lógico, a voz de taquara rachando a outra lá não faz parte do nosso grupo".

Volta para a barão, passa na escola e...

- "A escola?"
- É, a escola. Foi bom, né?
- "Ah, foi. Medos, anseios, alegrias, frustrações, lágrimas... mas foi tudo muito bom. Tudo é bom depois que passa. Quer dizer, muita coisa que é ruim na hora, fica bom depois que passa. E você lembra e morre de rir. Eu tremia tanto quando achei que fosse dar o meu primeiro beijo, no fim, não foi nada do que eu pensava".
- Por quê? Foi só um beijo, né?
- "Não, porque eu pensei que fosse com uma pessoa, em um lugar, em uma hora e não foi nada disso, foi com outro, em outro lugar, em outra hora e foi uma coisa fofa... mesmo que não tenha sido um beijo que eu gostasse. Mas foi fofo, como foi fofa toda a minha relação com ele".
- E o que mais aconteceu na escola?
- "Ah... talvez os melhores e piores momentos da minha vida, quando você acha que o mundo conspira contra você e depois que passa, você vê como tudo o que passou foi maravilhoso. As provas, as recuperações, a maldita lista com o nome de quem passou e quem repetiu, aquele sinal infernal, as paquerinhas sem compromisso e muito menos, futuro. E a gente era a sensação da escola. Eu e o... amigo, a gente sempre deu nossos beijos, sabendo que no fundo era só isso, mesmo. E todo mundo achava que a gente tinha alguma coisa, nada, a gente nunca teve nada. A gente só foi ficar, mesmo, um tempão depois e mais para não falar que a gente nunca tinha ficado, do que qualquer outra coisa. Porque a gente era só isso, amigos.Amigos que se beijam de vez em quando e ponto".
- Que mais, gata? Agora eu gostei.
- "Ah, várias dessas, situações em que você acha que está arrasando porque o cara está olhando para você, mas na verdade ele está olhando para menina atrás de você. E aquela vez em que o outro achou que eu gostava dele. Ficou eu e o Nelson tentando descobrir quem era a menina da nossa sala que gostava desse fulano, porque ele tinha falado para o Nelson que alguém da nossa sala gostava dele. Eu poderia até ter apanhado porque a... sei lá o que a menina era dele, mas ela só faltava cuspir fogo quando me via, coitada, mal sabia ela que a gente poderia ter sido... cunhadas".
- Não, peraí. Mal sabia ela, o quê? Como assim, cunhadas? Conta isso aí direito, quero ouvir desde o começo.
- "Tá bom, eu adoro contar essa história, mesmo. Pena que a Marcia não esteja aqui para ir comentando a história".

Continua...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Todo mundo é chato e faz tudo errado!

Parece que as pessoas se incomodam quando não são obrigadas a fazer alguma coisa.
Quando você não força alguém a gostar de você, parece que a pessoa se sente humilhada. Como se você tivesse falado para ela que ela não vale nada e que talvez um nada valesse mais.
Tem gente que se sente melhor quando alguém lhe diz o que fazer, quando e como. Do que e de quem gostar e do que e de quem não gostar.

Eu me irrito quando me dão ordens, embora eu possa obedecer.

Mas não caiam nessa de tentar retribuir amor ou ódio. Tenho certeza que se vocês procurarem (um pouco, nem precisa ser muito, não), vão ver que todo mundo sempre tem mais o que fazer do que ficar esperando um parecer dos outros.

Ninguém precisa de ninguém para ser o que é!
E nem pense que tem alguém melhor aqui. No fundo é todo mundo igual.

Como disse meu amigo @JoseIrineu: "Todo mundo é chato e faz tudo errado"!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sexo, Drogas e Rock 'n Roll... que merda!

Às vezes, todo esse papo de sexo, drogas e rock 'n roll me irrita.
É tudo a mesma coisa, tudo a mesma história. Mudam os personagens.
Nunca passei por isso, mas mesmo assim, eles passaram por mim e me levaram muito. Talvez eu tenha recuperado alguns, mas ainda assim, sempre fica um buraco.
A vida deveria vir com um corretivo, um botão de delete, uma canetinha branca, daquelas que apagam as outras cores, mesmo que não dê para escrever mais, por cima.
É o preço que você paga: Não poder escrever mais ou lembrar de todas as cagadas que aconteceram.
Às vezes eu não sei bem o que eu escolhi. Mas, para tudo, tem aí uma frase babaca que serve de desculpa para qualquer coisa, tipo essa:

"Prefiro me arrepender pelo que fiz, do que pelo que não fiz". (NOSSA, que merda. Quem foi o imbecil que inventou isso?).

O mundo é um campeonato de mentiras... Ganha quem se engana melhor!

O que essa frase quer dizer é: "Fiz merda (ou, não fiz porra nenhuma), mas vou dar um jeito de sair na foto (e sair bem)".

A verdade, meus caros, é que se você se arrepender, fazendo ou não fazendo... dá na mesma. O arrependimento é o mesmo.
A raça humana é assim, só aprende no tranco, tomando na cara. E se for para arrumar uma desculpa pra boi dormir frase de efeito, que seja "um tapinha não dói".
Concordo, tem coisas que fiz e me arrependo, tem coisas que não fiz e me arrependo e tem coisas que não fiz e me orgulho muito de não ter feito (não, não vem ao caso), mas anyway, de todas as vezes que me arrependi, deu na mesma. É a mesma coisa e a sensação de merda que você é decadente é a mesma.

Então se você quer, vai e foda-se. Mais uma frase?

"'Tá no inferno, abraça o capeta". (Com todo o respeito ao tal)
Mas esse é o espírito da coisa do "tapinha não dói". Se deu, deu. Se não deu, fodeu. A verdade é que se você se arrepender, seja pelo que fez ou pelo que não fez, foi um tapa do mesmo jeito, sensação de cuzão nada do mesmo jeito. Então bota esse tapa para funcionar e faz ele valer alguma coisa. Porque se essa porra porcaria de sensação é a mesma coisa, apanhar a mais ou apanhar a menos não faz diferença.

Se você quer fazer, faça. Se não quiser, não faça. Mas pare de se basear nos outros (e nas frases de efeito) para dar os seus passos. Que mania feia as pessoas tem de querer saber o que os outros vão achar disso e o que vão achar daquilo.

"Ai, será que fulano vai gostar disso, ou da minha roupa, ou do que escrevi, pintei, desenhei, cantei..."
Não sei, não quero saber e não tenho interesse em quem saiba. Eu gosto, gostei e gostarei. PRONTO FINAL! (Adorava falar isso quando era pequena =])

Não quero dar uma de "Viva a Sociedade Alternativa e tomar banho de chapéu", mas porra, vai ser você!
Incandesça! Morra queimado se for o caso, mas morra sendo você! O que os outros pensam de você, se for ruim, não é problema seu!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sexo é sempre bom... para quem?

- Coloca a camisinha.
- 'Tô bem longe de gozar.
- Quer sentar na cadeira?
- Não, senta aqui.
- Oba!
- (...)
- Quem foi que disse que tava bem longe de gozar?
- É que você em cima é muito bom...

Não, isso não é um conto erótico, não tenho talento para isso.
Mas há uma pergunta:

Existe sexo bom e sexo ruim?
Ou existe o que você gosta e o que você não gosta?

Algumas vezes, a comparação é inevitável.
O que um(a) faz que o(a) outro(a) não fazia e o que esse(a) faz que o(a) outro(a) fazia melhor ou vice-versa.
E dá até para lembrar daquela musiquinha infantil de brincadeira de palmas (sim, depois que a gente cresce, a coisa toma outro rumo):

"Eu com elas,
Eu sem elas.
Nós por cima,
Nós por baixo".

A gente se arrepende de ter dado para uns, de não ter dado para outros.
O que eu deveria ter feito, o que eu não deveria ter feito.

Mas o que é bom e o que não é?

"Bom, mesmo, é um sexo de quebrar a cama".
Ah... mas uma trepada bem devagarzinho também é tão bom!
Chatões de plantão, 'tô ligada que o politicamente correto é "devagarinho", mas dá licença.

"Ah, sexo é bom em qualquer hora e de qualquer jeito".
Pois é... não é!

Atire a primeira pedra quem nunca fez sexo só para cumprir tabela!

Só porque o(a) namorado(a) queria.

Quem nunca foi prostituta do próprio namorado (ou o contrário)?
Obs. Ver "O livro de uma sogra", Aluísio de Azevedo.

Isso é um sexo ruim!

"Ah, mas tem que conversar, tem que ser sincero(a), falar que não está a fim, etc..."
Claro, concordo! Mas é incrível como as coisas ruins, incluindo os pensamentos ruins, chegam sempre primeiro!
E não é só com mulher, não. Nem vem!

Se você fala que não quer, a pessoa pode até entender que você, apenas, não está disposto(a) e que é só isso.
Mas até que ela entenda isso, já passou pela cabeça dela todas as merdas possíveis e imagináveis (ou não).
A pessoa já pensou que é porque não gosta mais, que está sendo traída, tem outra pessoa na jogada e daí para cima.

E isso é tanto para homem quanto para mulher.

Então, não me venha com essa conversa de que sexo é bom a qualquer hora e em qualquer lugar, porque tem vezes que não é, não.

E como dizem por aí: #ProntoFalei!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Às vezes o amor acaba... mas não por você.

Eu já pensei que fosse amar alguém para sempre;
Pensei que seria amiga para sempre;
Pensei que manteríamos contato para sempre;
Pensei que algumas pessoas pensariam em mim para sempre;
Pensei que tivesse encontrado o homem da minha vida (para sempre);
Pensei que alguns amigos fossem para sempre.

Pensei em um monte de coisas para sempre!
Aí o "para sempre" acabou e eu dancei.
Que merda!

Não estou mais com aquele cara.
Nem falo mais com aquela menina.
Nem falo mais com eles, nem eles pensam mais em mim.
E os amigos, agora, são outros.

Fiquei triste? Bastante.
Chorei? Um pouco. Ainda mais eu, que sou chorona.

Mas estou inteira!
Não tinha um pote de ouro no final do arco-íris, mas consegui pagar as últimas contas.

"Ah, mas você é muito grossa..."

NEM VEM! Cada um tem um jeito de reagir às coisas, entendo.
Mas se você quer que eu entenda o seu jeito nhem nhem nhem de resolver seus problemas, entenda o meu de fazer o mínimo de nhem nhem nhem possível.
Não dá para continuar um namoro que você está vendo que já acabou, só ainda não terminou.

"Mas não dá para tentar mais uma vez?"
Dá, mas se fosse tão "tentável" assim, não teria chegado no ponto que chegou.
Vocês teriam visto antes e teriam consertado antes.

"Ah, mas eu já tô acostumada com ele(a)..."
Ih, pronto, olha a merda.
"Estou acostumada" é o começo do fim.
Você quer continuar com a pessoa por que gosta dela ou por que está acostumada?
Porque se você gosta, lamento informar, tem que ver se ela ainda gosta de você.
Se você só está acostumada, acorda para cuspir tudo bem, é um direito que você tem, mas depois não vá reclamar que fulano(a) não faz isso ou faz aquilo. Foi você que escolheu continuar assim.

Voltando ao caso do "tem que ver se a pessoa ainda gosta", a verdade é essa.
Às vezes o amor acaba. E não, necessariamente, precisa ter um motivo.
Não precisa ter alguma coisa que alguém fez, não precisa ter conhecido um outro alguém, não precisa estar gostando de outro(a), não precisa nada. Acontece. O amor também acaba.
E aí depende de você, morrer para o resto da vida ou viver até quando der.
É triste? É, você vai chorar, e muito!

Esse negócio de "Big girls don't cry" não existe. "Big girls cry" muito e ainda continuam sendo "Big girls".
E você vai chorar muito. Até mesmo se tiver certeza que não gosta mais, se tiver certeza que quer terminar, se tiver certeza que não quer mais, que não dá mais e que chega!
Ainda assim, vai doer e você vai chorar.
Mas, chega! Não precisa tornar pior o que já é difícil.
Faça o básico, o óbvio e o simples:

VAI CUIDAR DA SUA VIDA!
VAI CUIDAR DE VOCÊ!

Se foi você quem terminou, você sabe que foi melhor assim.
Se terminaram com você, você sabe que da mesma forma que ninguém te obriga a gostar de ninguém, você não pode obrigar ninguém a gostar de você.
Não quero dar uma de Álvares de Azevedo, mas o melhor do sofrimento é passar por ele e sair inteiro do outro lado.
Às vezes o amor acaba, mesmo. As pessoas mudam, os interesses mudam, você também muda.

Muitas vezes é a maturidade batendo na porta, muitas vezes é a falta de personalidade se mostrando.
É difícil explicar, mas nem todos conseguem mudar, mas ser a mesma pessoa.
A velha história de trocar suas folhas, mas manter suas raízes.
Nem todos conseguem, mas você pode e deve conseguir.

Então, vire a página e vai cuidar da sua vida.
Rasgue a página e jogue na fogueira.
Ficar insistindo no que não deu ou no que acabou é uma falta de respeito com você mesmo(a).
Pare de se matar e vai ser feliz. É muito mais legal do que ficar sofrendo por algo que não faz mais parte da sua vida.

"Ah, falar é fácil..."
É mais fácil que fazer, eu sei. Mas depois que você fizer, vai ver como é muito mais legal e vai ver como eu tinha razão!
Incandesçam!

sábado, 10 de outubro de 2009

Que diabos elas querem? ELAS? O que ELES querem?

E lá estou eu, também.
Wherever, whenever.

Psiu...
Ela... se olhou é fácil. Se não, tá se fazendo de difícil.

Rola um approach.
Se ele fala de sexo e do que gosta... é normal porque ele é homem.
Se ela fala de sexo e do que gosta... deve ser uma vadia que ele pega fácil.

Se ele pega fácil, é vadia mesmo.
Se não pegou, é porque ela fez cu doce.
E mais tarde, para os amigos, era uma puta se fazendo de santa, e ele sabia disso o tempo todo.

Se ela dá, é puta.
Se não dá, é filha da puta.

Se é puta, ele pode pegar... só pegar (e fazer esse favor para ela, porque ele vai dar um jeito de sair por cima... e por baixo também, se puder), porque ele é que não vai querer namorar uma puta.
Se é filha da puta, aí esquece, porque ela não vai liberar. Mas, aí sim, aí está uma garota boa para namorar.

Se for só uma pegada, que seja logo uma puta. Porque se rolar uma cama... CAMA É CAMA, PORRA! COMO É QUE DÁ PARA SER SANTA NA CAMA?
Se for para namorar, que seja uma dama. Porque ele não vai querer namorar uma puta e ficar conhecido como "o cara que namora com aquela vagabunda".

Mas na hora que o sangue ferve e o batimento acelera... ele não vai querer uma dama.
Ele vai querer, mesmo, é uma vagabunda!

Aí mora a hipocrisia masculina.
Tem vezes que chama fulana de vagabunda, burra e vadia para baixo. "Não falo nada", "Eu é que não pego uma mulher dessas".
Mentira! Isso é o que eles dizem, mas não o que eles acham.
No fundo, eles gostam.

"Eu me casei/namoro com você. Foi você que eu escolhi para casar/namorar".
Ótimo. Mas o seu tesão está onde?

"Eu nunca te traí".
Great! E a sua cabeça está onde? Pensando em quem? Procurando revista de quem, mesmo?

Fidelidade é lindo, mas se a lealdade falha... que merda!
Se a lealdade falha, a fidelidade não faz muito sentido.

Se você não serve para ser a vadia do seu namorado/marido, não se dê ao trabalho (sim, trabalho) de ser a namorada/esposa.
Ele sempre vai poder justificar que homem é assim, e todos são assim, e isso nunca vai mudar.
E você corre o risco de acabar acreditando e aceitando isso.

Da minha parte?
NEM FODENDO!
E se forem todos assim, mesmo, eu aconselho a "técnica de libertação zapatiana", que garante ótimos resultados logo no primeiro uso:

VAI TOMÁ NO CU!
Não tenho que aceitar e nem me acostumar ou me adaptar a nada que eu não goste.

domingo, 27 de setembro de 2009

Sacrifícios... literalmente.


Essa semana tivemos uma baixa.
O Kiko morreu.
Ele era da minha tia, não sei quantos anos ele tinha, mas acho que ele já era adulto quando ela o adotou. Como a maioria dos "filhos" que ela tem.

A nossa família é assim, adotamos e não compramos.
Amigos não se adotam, se conquistam.
Animais fofinhos, limpinhos, bebezinhos, todo mundo quer.
Mas e aquele lá, sujo, machucado, velho, que está na rua, precisando de alguém e ninguém faz nada?

O Kiko precisou ser sacrificado.
Há pouco tempo foi detectado um câncer, já avançado.
Não comia nem andava, só ficava deitado.
Medicina animal é uma coisa meio vaga, tem vezes que não se sabe o quê, quando ou como, mas foi.

Sacrifício é uma escolha difícil.
Já tivemos outros animais que foram sacrificados, mas é sempre uma escolha difícil.
Difícil, mas necessário.
Nessas horas pode parecer que você deve esquecer o coração e pensar na razão.
Errado!
É aí que você pensa na razão, mas muito mais no coração.

Não é só falar: "Ele está sofrendo, pode fazer".
Não é só falar: "Não tem cura, pode fazer".
Não é só falar: "É melhor assim, pode fazer".

Tem vezes que o animal está sofrendo, mas há uma boa recuperação.
Tem vezes que dói, não há cura, mas ele está bem.
Tem vezes que é tudo junto e tem vezes que não é nada disso.

E tem também quem fale que ninguém pode tirar a vida de ninguém.
Que não podemos decidir pela vida dos nossos amigos, etc.
Isso é tão hipócrita quanto quem diz ser contra a castração porque os animais também têm o direito de procriar e blá blá blá..
A castração é um ato de amor. E o sacrifício, nesse caso, também é.
Não cuidamos de animais à toa nem porque ele é bonitinho, fofinho ou porque a consciência pesa. Cuidamos porque amamos de verdade e decidimos sempre pelo que é melhor para eles.
Amamos e sempre amaremos você, Kiko, e todos da sua "raça".

Obs. É uma decisão difícil, mas às vezes é preciso.
Se você precisar fazer essa escolha, não feche os olhos.
Não diga: - "Ah, é muito triste, não posso ver".
Triste é o seu animal, que depende de você, ver que você não pode ficar com ele na hora que ele mais precisa de você.

Obs 2. Essa semana apareceu uma cachorrinha lá na rua. Sozinha, abandonada, com fome... que linda família ela vai encontrar =)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Coisas que todos já sabem, mas às vezes esquecem.

  • Professores também erram;
  • Chefes, supervisores, superiores ou algo nesse sentido também erram e erram feio;
  • Professores não são obrigados a saberem tudo e nem são imunes a erros;
Como diria o inesquecível Prof. Wlad:
"Nem vem com essa de que professor tem a obrigação de saber tudo porque professor não tem que saber tudo, não.
Eu sou igual a vocês, a única diferença é que eu nasci primeiro".

Já repararam como tem gente tonta no mundo? Como tem gente que acha que, porque você fala inglês, deve saber todas as palavras do dicionário, incluindo expressões regionais, gírias e quaisquer palavras novas que surgem todos os dias?
Ou porque você estuda Letras, você tem que saber a forma correta de todas as palavras, a gramática e seja mais o que for que englobar a língua portuguesa.
Eu tive um chefe que era assim, mas não vamos falar de coisas ruins.
Bom, o meu esboço de conselho para gente tonta desse jeito é:

- "Vão à merda, que vocês ganham mais!"

Falem sobre o que vocês sabem e não sobre o que vocês acham ou acham que sabem.
Eu acredito que todos temos o direito de termos nossas próprias opiniões, mas opinião sobre um assunto não é a mesma coisa que "eu acho...".

Incandesçam!

domingo, 26 de abril de 2009

As coisas marcam...

Sempre que eu leio um livro, gosto de anotar as passagens que me deixam pensando, passagens que eu gosto ou que se enquadram na minha vida, de algum jeito, em alguma hora, em algum local.

Esses são trechos do livro "A Cabana".

  • "... todos nós falhos, que acreditamos que o amor governa. Levantemos e deixemos que ele brilhe!"
  • "... a vida custa um bocado de tempo e um monte de relacionamentos."
  • "Rezemos para que a raça humana jamais escape da terra, para espalhar sua iniquidade em outros lugares." - C. S. Lewis (Esse cara é fantástico!)
  • "O ser sempre trancende a aparência. Assim que você começa a descobrir o ser que há por trás de um rosto muito bonito ou muito feio, de acordo com seus conceitos e preconceitos, as aparências superficiais somem até simplesmente não importarem mais."
  • "A imaginação é uma capacidade poderosa! É um poder que o torna muito parecido conosco. Mas, sem sabedoria, a imaginação é uma professora cruel."
  • "Quando você começar a afundar, deixe-me resgatá-lo." - (Jesus fala para Will.)
  • Todas as vezes que você perdoa, o universo muda. Cada vez que estende a mão e toca um coração ou uma vida, o mundo se transforma. A cada gentileza e serviço visto ou não visto, meus propósitos são realizados e nada, jamais, será igual." - (Não tenho certeza se é Jesus ou o Espírito Santo que fala para Will.)
E eu estou aqui, pollyannizando. Agradecendo por eu ter olhos e visão perfeitos. Talvez, meus olhos funcionem mais que minha visão, porque às vezes não enxergo bem... quer dizer... vejo mas não enxergo ou enxergo errado.
Mas agradeço por ter o dom da visão e poder ler!

terça-feira, 10 de março de 2009

Não tão igual...

Não, decididamente, BBB não é para mim.
Novelas também não me servem, noticiários não me agradam, pois notícia boa também é notícia. Mas notícia boa não é saber como as celebridades passam seus finais de semana, com quem namoram ou com quem saíram.
Não acho que o Reinaldo Gianecchini seja o rosto mais invejado do Brasil (invejado para quem?), não dou a mínima se Gisele Bundchen casou ou não (não é minha amiga), mas gastei tempo com eles agora (procurando o nome no google para escrever certo aqui).

Já terminei a versão da Prática do Prof. Yuri e já tenho a tradução do trabalho da Prof. Luciana pronta. Isso, sim, é importante pra mim.
Já lavei a louça e limpei o banheiro dos gatos, arrumei a cama, joguei uns papéis fora.
Troquei o fichário que levo para a faculdade pela pasta que guardo alguns materiais e preciso pegar mais plásticos de quatro furos.
Gostaria de fazer as unhas, mas estou escrevendo e vou demorar mais um pouco, de forma que seria desperdício fazer as unhas agora.

Se eu fosse criar um blog pessoal agora, o nome dele seria "Cogumelos Brilhates", porque gosto tanto de pegar os cogumelos que aparecem no caminho do jogo do "Senhor dos Anéis", gosto tanto da forma como eles brilham, que quando vou dormir até sonho com eles brilhando na minha frente (como disse o Doug, ainda bem que não é um Balrog).

Eu sei que isso não importa para quem está lendo agora, mas tenho certeza que cada um tem os seus próprios "cogumelos brilhantes", cada um tem coisas que só importam para si mesmo, então, não troque seus cogumelos pelos cogumelos de outra pessoa.

Não... realmente... cuidar da vida dos outros, cultura inútil, babar em gente que é igual, se não, pior que eu, futilidades, programas de humor sem graça... realmente... não são para mim.
E eu espero que não seja para mais um monte de gente também.

"Ah, mas eu gosto de tal coisa...", sim, você tem todo o direito.
Continue gostando do que quiser, mas que seja porque você quer.

Viva sua vida, cuide de seus "Cogumelos"!

Não sou modelo, não sou atriz,
Eu não ganhei a minha fama num divórcio.
Sou meio feio, mas sou feliz,
Eu não ganhei a minha cara num consórcio.

Não sou bacana, não sou esperto,
Não consegui vender areia no deserto.
Me sinto estranho, uma agulha num palheiro,
Mais que freira em congresso de bicheiros.

Não, não, não vou ver,
Não vou me entregar, nem me render.
Eu não vou deixar me convencer,
Eu não vou deixar me convencer.

E tudo vai ficar igual,
E vem chegando o carnaval.
E tudo vai ficar tão bem,
E você vai ficar também.

Não vou pulando atrás do trio,
Não uso rádio nem tv como espelho.
Já não é novo se alguém já viu,
E a moda agora é usar piercing no joelho.

Chegou o tempo e veio a idade,
Não consegui vencer a lei da gravidade.
Me sinto estranho, uma agulha num palheiro,
Mais que freira em festival de motoqueiros.

Não, não, não vou ver,
Não vou me entregar nem me render.
Eu não vou deixar me convencer,
Eu não vou deixar me convencer.

E tudo vai ficar igual,
E vem chegando o carnaval.
E tudo vai ficar tão bem,
E você vai ficar também.

E tudo vai ficar igual,
Mas tem cerveja e futebol.
E tudo vai ficar tão bem,
E você vai ficar também.

Nave-mãe vem me buscar,
Nave mãe vem me pegar,
Nave-mãe vem me salvar.




quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O Brasil é bem brasileiro!

O repórter falou: - "Um mistério foi desvendado..."

Parei. Estava no quarto e parei o que fazia para ouvir a notícia.
No sofá, minha mãe, tia e prima esperavam alguma notícia preocupante.

Mas aí, ele vai e me solta: - "A roupa que a primeira-dama, Michelle, usaria..."

Ah, que isso?! A roupa que a primeira-dama usaria? Isso é o mistério?
E a coisa não parou aí.

- "O chapéu que Aretha Franklin usava tinha um laço tão grande que será lembrado para sempre".

Gente... vou lembrar disso para todo o sempre?
O quê? Do raio do chapéu? Do tamanho do laço? Claro que não!
Vou lembrar para o resto da minha vida que isso ganhou destaque no jornal da noite (também conhecido como "horário nobre").

É com isso que o Brasil se preocupa, com os outros. 

São os 100 anos da imigração japonesa (não que não mereça, mas... tem outras coisas que precisam de destaque), o estado civil da Gisele Bündchen e a cor da roupa da atual primeira-dama dos "States".

Podemos até dizer que o Brasil é bem brasileiro: 


"Cuida mais da vida dos outros do que da própria vida".

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

E o mercado cresce...

- 1 kg de silicone, por favor?
- Com ou sem seringa para injetar?
- Sem, vou beber, assim faz efeito mais rápido.
- Vai pagar com cartão ou dinheiro?
- Permuta, darei meu bom senso e o restante dos meus neurônios.

Exagero? Nada, filho. Isso é uma prévia da situação atual, futura e sabe-se lá até onde vai.
Ah tá, no caixão, vamos todos parar no caixão porque todos vão morrer, um dia.

Mas tem quem prefira ficar bonito(a) para os outros do que para o próprio espelho, ou melhor, até é para o próprio espelho, mas o próprio espelho é uma espécie de “espelho da branca de neve ao contrário”.
Em vez de dar conselhos, ele recebe conselhos, que vem mais como uma ordem do que qualquer outra coisa, porque ele aceita e acata de imediato.

Não dá para ser bonito(a) e ter bom senso também?
Não, não dá. Bom senso não gera receita (opa, boa essa palavra, hein?!).
Inteligência não dá resultados bons, precisamos mesmo é de uma boa dose de burrice, babaquice e futilidade.

Tem quem prefira morrer do que perder a vida.
Eu prefiro morrer do que ser morta pela futilidade opcional, pela burrice opcional.

Não sirvo para ser “famosa”, big brother, big sister ou qualquer outro grande parentesco que o valha.
Entre ver a vida dos outros e a minha, prefiro a minha.
É ela que eu vivo e que me dá dinheiro (sim, precisamos dele, isso é perfeitamente compreensível).

Entre querer ser outra pessoa e querer ser eu, eu me prefiro, já que todo mundo caga, peida, passa mal e a terra vai comer mesmo (sim, são palavrinhas feias, eu não costumo falar, mas também não falo sempre, mas... convenhamos, é verdade).
Além do mais, é mais fácil ser eu mesma.
Bom... fácil não é, mas eu sei ser eu mesma melhor do que sei ser os outros.

Quem está namorando quem? Quem está pegando quem?
Obrigada, de vida pessoal, interesses e fofocas, já bastam as minhas.
Sem informações adicionais, por favor.
Fazer meu próprio serviço de “paparazzi” já dá muito trabalho.

O que as pessoas vão pensar quando lerem este post?
Ah sim, elas dirão:

- "Credo, que coisa mais sem graça, não fala de nada e nem de ninguém, nem sequer fala quem é a pessoa mais bem paga do mundo. Vamos ver TV".

- "Livros? Para quê? Vamos ver o filme, é mais fácil".

Tudo bem, corram, queridos.

Queimem o resto de neurônios que lhes restam.

Todos temos o livre arbítrio para nos matar como quisermos.

A raça humana já acabou.

Vamos ver TV, ponha no Big Brother, por favor.

Ainda existem homens e mulheres, mas os animais racionais, hoje, estão em extinção.

Dizem que uma praga chamada “IFC” atingiu a raça humana.

Começa com um simples surto de “babaquice”, chegando ao estágio avançado do “IFC” (imbecialização-fútil-crônica).

Quem conseguiu sobreviver (sim, há casos de pessoas atingidas que foram curadas), vivem em colônias escondidas, às vezes isoladas, temendo uma nova contaminação.

Todo cuidado é pouco.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Recordar é viver... e doer!

Esses dias o Bob Pai pediu para eu pegar umas músicas para ele. 
Entre elas, Epic, do Faith No More.

Lembrei de quando a Rubia foi no show do Faith No More, lembrei de várias coisas e lembrei do Catatau.
O Catatau era, como diria o meu pai, um molecão, de uns 17 anos (acho que ele tinha essa idade quando a gente conheceu ele), meio rockeiro grunge, estilo Eddie Vedder, encantava a mulherada.
Começou a namorar com a Rubia, depois acabou, depois voltou e depois acabou, mas virou da família. Até a Vovó gostava dele :)

Ainda é meio estranho falar que ele já morreu. Talvez ele estivesse na hora errada, com a pessoa errada e fazendo a coisa errada. 
Nem entro no detalhe de como foi porque não vai mudar e eu também não sei de nada, só comentários.

Só sei que a T. Vita falou de um recado que a prima dele, Guida, tinha deixado na secretária... não... foi a Vera que deixou um recado na secretária e depois a T. Vita falou com a Guida, sobre o funeral ter sido rápido porque a mãe dele não estava passando bem, então nem deu tempo da gente ir para lá.

Não sei se eu queria ter ido, eu entendo a morte muito bem, mas não é nada agradável ficar com aquela imagem da pessoa que você gosta no caixão.
Mas o Catatau era uma dessas pessoas, que eu tinha que ver no caixão para acreditar que ele morreu.
Era tipo o irmão mais velho que eu queria ter. E eu não sei o porquê, mas eu sempre quis ter um irmão mais velho (sem ofensas, Raquel, você dá conta do recado, e muito).

O Catatau gostava de Faith No More, era uma das bandas que ele gostava e uma das coisas que não tem como não lembrar dele. 
Até meu pai lembra dele por causa da música. Porque ele gostava e também porque... era uma coisa meio característica. 
O cabelo comprido (uma coisa que a maioria das meninas gostava nos anos 80/ 90, acho que eu gostei um pouco, mas dependia da pessoa, tinha caras que não combinavam com o cabelo comprido), o estilo meio grunge, camisa xadrez (coisa que eu adoro até hoje).

Faith No More não me apeteceu, mas foi uma das coisas que o Catatau deixou e uma das coisas que faz a gente lembrar dele, em qualquer hora, lugar, tempo e espaço que seja.

Ele deixou de lembrança o Faith No More, no melhor estilo Mike Patton, Guns 'N Roses (também nunca gostei, nunca paguei pau para o Axl e sempre achei o Slash muito, muito, mas muito mais bonito do que o Axl, aliás, acho até hoje, o Slash é lindo!), Pearl Jam (ah, Pearl Jam é Pearl Jam :), o Charge que ele me deu porque precisava de uma ficha telefônica e eu tinha uma ficha (não existiam cartões telefônicos e celular era coisa de gente rica), camisa xadrez (só tenho a verde e preta agora, mas dessa não me desfaço nunca), gatos (ele tinha uma gata chamada Lili e descobriu que ela tinha tido um filhote, que ele deu para a Rubia, foi o primeiro gato que tivemos em casa). 

E todas as vezes que ouvimos o começo de Epic, é inevitável não balançar o corpo e rodar as mãos, como Mike Patton fazia no clipe, deixando o cabelo balançar.

E todas as vezes que ouvimos aquele piano no final de Epic, aquele último "Yeah, yeah, yeah" junto com o piano, chega a ser fúnebre. 
Dá até vontade de chorar.

Lembrança é uma coisa engraçada. 
- Ah, lembrei! 
- Que merda. 
Elas vêm sem você querer que elas venham. Trazem toda a emoção da coisa de volta, e emoções são coisas difíceis. 
Para mim é. Eu sinto toda a alegria de novo, mas também sinto toda a raiva de novo, toda a mágoa de novo, toda a dor de novo, toda a irritação de novo e tudo de novo.
Mas isso é coisa para outro texto, talvez, uma terapia.
Aproveitem a vida!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

É da natureza do ser humano...

... evitar as pessoas.

Sabe quando você está no ônibus ou no metrô, ou até mesmo na fila de algum lugar?
Está ouvindo aquela música legal ou lendo aquela parte do livro que não dá para parar?

De repente você vê um conhecido chegando... e faz o quê? Fecha o livro e fala: "Oi, tudo bem?"
Melhor, para a música e fala: "Hei, psiu, Fulano, tudo bem?"

Mentira!

Você vira para o outro lado, enfia a cara no livro, arruma um botão para apertar no mp3 player, no walkman, no minigame, no seja lá o que for, mas você finge que não vê!

Você só chama a pessoa ou dá a entender que viu se não estiver fazendo nada de interessante na hora, se tiver que falar com a pessoa ou se estiver de bom humor, que EU SEI!
Ou melhor ainda, se não deu tempo de disfarçar e fingir que não viu.
Eu sei, eu também faço isso, mas como eu falei:

"É da natureza do ser humano evitar as pessoas".

Pelo menos naquelas horas em que você não está para conversa. E acredite, são muitas.
Tem horas que tudo o que a gente quer é ficar só com a gente.
Só com a gente. Sozinhos com a gente mesmo.
Só!
Com a gente mesmo!
Só isso!