Ovelhas Incandescentes

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Sabe o que eu acho?


Acho que sei lá!
E sabe o que eu acho também?
Que o fabricante de Super Bonder é muito esperto. Você usa uma vez, depois a tampa cola e você não usa mais... e tem que comprar outro. 
Deve ser por isso que eles nunca mudaram a embalagem.

Mas sabe o que eu acho mesmo? 
A velha história do "Como esquecer você" ou "Só se cura um amor com outro amor"... dá para esquecer, sim! 

O que acontece é que no fundo, bem lá no fundo, é você que não quer parar de gostar da pessoa.
Não que seja do seu interesse ficar sofrendo por amor... ou se for, tudo bem, problema seu. 
Mas, talvez... talvez coisa nenhuma, no fundo a gente sempre tem a esperança de que ele ou ela vai gostar da gente de novo... ou ainda vai gostar da gente.

Sai dessa! Não deu, não deu... ou não dá, não dá. E pronto! 
Não quero passar a imagem ou a mensagem de que devemos todos sair por aí e rodar a banca (se você quiser, vai na fé, só tome cuidado e pense em você primeiro, ok?), mas... convenhamos, o mundo é grande e está cheio de gente por aí, cheio de amor para dar (cheio de gente solteira, por favor, não vai se meter a besta com gente comprometida, tenho pavor de gente vagabunda, seja homem ou mulher).

Voltando ao assunto, a gente sempre acha que vai isso, que vai aquilo e se prende na pessoa, mas o que acontece é que a gente só não desencana porque não quer ou, pior, porque está acostumado.

"Ah, não, já estou acostumada, começar um outro relacionamento, tudo aquilo de novo, criar uma convivência de novo, criar uma intimidade de novo, conhecer os defeitos de novo, perder a vergonha de novo, a timidez inicial de novo... será que ele ou ela vai entender que eu sou assim, será que vai gostar se eu for assado? Ah, mas nessa parte, meu/minha ex- era melhor". 

Tudo bem, vai atrás dele ou dela.
Mas vai e cala a boca. Se é isso mesmo que você quer, aguente!

Da minha parte, se o amor acabou, termine.

Convivência... até onde vai o amor e até onde vai a convivência?
Comodismo, rotina, sem química, sem tesão... não dá.
E o velho "Tanto tempo juntos e agora acabou" ou "Se eu soubesse disso..."
Lógico, se eu soubesse disso nem tinha começado.

Mas também, lógico é o cacete! 
Mesmo se você soubesse que depois de tantos anos iria acabar, ainda assim, você seguiria em frente com o relacionamento, porque naquela hora era o que você queria fazer!

Mas se chegou no ponto do "não sei o que acontece mas estou de saco cheio, preciso ficar sozinha" (exceto para aqueles que, como eu, precisam ficar sozinhos)... é a hora de terminar. 
Não importa quantos milhões de anos ficaram juntos ou "em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece".

Às vezes, as coisas são difíceis, mesmo, mas cabe à gente resolver a situação ou ficar sofrendo para sempre. 
Se chegou a hora de acabar, se o amor acabou (ele também acaba, SIM!), termine!

Se você ainda gostar, mesmo, vocês voltam!
Se não... UFA, que alívio hein?! 
Garanto que vai se sentir muito melhor.

Vai por mim, não é que eu seja "cavala", mas... morrer de amor no ano 2000... também adoro Álvares de Azevedo, mas morrer de amor no ano 2000, decididamente, não é para mim... talvez fosse nos anos 90... mas a gente muda (Graças a Deus!), né?

Incandesçam!
=)